Segurança Pública • 15:01h • 20 de outubro de 2026
Celulares roubados voltam às mãos das vítimas após operação que apreendeu 60 toneladas de aparelhos
Operação Frank Mobile mobilizou mais de 1,7 mil agentes e começou a devolver telefones recuperados; investigação identificou esquema de receptação, desbloqueio e revenda ilegal
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo de SP | Foto: Divulgação
Uma operação realizada pelas forças de segurança de São Paulo começou a devolver celulares roubados e furtados aos seus proprietários após apreender 60 toneladas de aparelhos e peças durante investigações contra o comércio ilegal de telefones. Na segunda-feira (19), 100 celulares foram restituídos às vítimas da Operação Frank Mobile, que já contabiliza 180 aparelhos devolvidos desde o início de setembro. A ação reuniu as polícias Civil, Militar e Penal, além do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Entre as pessoas que recuperaram seus pertences está a diretora escolar Luciana Nomoto, de 35 anos, assaltada em 9 de setembro na Avenida do Estado, na capital paulista. Ela dirigia com o filho recém-nascido quando criminosos quebraram o vidro do passageiro e levaram seu celular. A família registrou boletim de ocorrência, informou o número de identificação do aparelho e adotou medidas para proteger os dados pessoais.
“Eu não esperava ter o celular de volta. Tanto que, quando me ligaram, nem acreditei. Será que não é um golpe?”, relatou Luciana, ao receber a notícia da recuperação.
A advogada Karina Serafim, de 29 anos, também teve o telefone devolvido. O aparelho havia sido roubado em 1º de setembro, na Rodovia dos Bandeirantes, quando criminosos quebraram o vidro de seu veículo e levaram uma bolsa, um notebook e outros objetos.
Investigação identificou esquema de receptação e revenda
A Operação Frank Mobile foi realizada em setembro e mobilizou mais de 1,7 mil agentes de segurança. Durante a ofensiva, foram cumpridos 84 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão, além de prisões em flagrante.

As investigações duraram aproximadamente dois anos e foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, em conjunto com a inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP).
O trabalho identificou diferentes etapas do comércio clandestino de celulares, desde a receptação de aparelhos roubados ou furtados até o desbloqueio, a retirada de componentes e a revenda ilegal. O objetivo foi atingir não apenas os responsáveis pelos roubos, mas também os envolvidos na estrutura que permite a circulação dos produtos no mercado irregular.
Registro do IMEI ajuda na recuperação dos aparelhos
Em casos de roubo ou furto, a orientação das autoridades é registrar o boletim de ocorrência e informar o IMEI, número de identificação individual do celular que pode auxiliar a polícia a reconhecer o aparelho durante investigações e apreensões.
Também é importante comunicar a operadora de telefonia e adotar medidas de proteção das contas bancárias, aplicativos e informações pessoais armazenadas no dispositivo.
O registro correto das características do aparelho e do IMEI contribui para identificar os proprietários e viabilizar a devolução dos telefones recuperados pelas forças de segurança.
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