Responsabilidade Social • 20:23h • 13 de fevereiro de 2026
Carnaval gera toneladas de resíduos e reforça urgência de rastreabilidade e destinação correta nas cidades
Volume recolhido em 2025 ultrapassou 3,5 mil toneladas em cinco capitais; desafio ambiental se estende a municípios de todos os portes
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Press À Porter | Foto: Arquivo/Âncora1
O Carnaval movimenta turismo, economia e milhões de pessoas em todo o país, mas também gera um volume expressivo de resíduos em ruas, praças e espaços públicos. Em 2025, apenas cinco capitais brasileiras recolheram cerca de 3,5 mil toneladas de resíduos durante os dias de folia, segundo balanços oficiais de prefeituras e serviços de limpeza urbana. O cenário reforça a necessidade de rastreabilidade e destinação correta em cidades de todos os portes, não apenas nos grandes centros.
São Paulo registrou 322,83 toneladas de resíduos nos quatro dias oficiais de festa, além de 227,7 toneladas no período de pré-Carnaval. No Rio de Janeiro, somente os desfiles na Marquês de Sapucaí geraram 82 toneladas. A expectativa para 2026 é de números ainda elevados, considerando a ampliação de blocos de rua e eventos públicos em diversas regiões do país.
O impacto ambiental, no entanto, não se restringe às metrópoles. Municípios médios e pequenos que promovem festas públicas também enfrentam desafios semelhantes, muitas vezes com estrutura mais limitada de coleta, triagem e destinação final.
Riscos ambientais vão além da sujeira nas ruas
Entre os resíduos mais comuns estão copos e garrafas plásticas, latas de alumínio, confetes, serpentinas e microplásticos presentes em itens como glitter. Quando descartados de forma inadequada, esses materiais podem provocar entupimento de bueiros, aumentar o risco de alagamentos em períodos de chuva e contaminar corpos d’água.
Além do impacto urbano imediato, o acúmulo de resíduos compromete a biodiversidade e pressiona sistemas de limpeza pública, que precisam operar em regime intensificado durante e após os eventos.
Rastreabilidade e transparência ganham protagonismo
Para a Central de Custódia, empresa brasileira pioneira na verificação de resultados da logística reversa de embalagens pós-consumo, o Carnaval evidencia a importância de sistemas confiáveis de rastreabilidade.
A empresa opera um sistema baseado na verificação independente de notas fiscais eletrônicas relacionadas a transações com embalagens pós-consumo, buscando garantir dados auditáveis sobre o que efetivamente é coletado e destinado.
“O Carnaval é um exemplo claro de como a geração de resíduos em larga escala exige sistemas confiáveis de rastreabilidade e destinação. Não basta recolher, é fundamental comprovar o caminho desses materiais e dar transparência aos resultados”, afirma Fernando Bernardes, CEO da Central de Custódia.
Segundo ele, a logística reversa deve ser tratada como uma agenda estruturante para cidades e empresas, com base em dados que ofereçam segurança para autoridades, setor produtivo e sociedade civil.
Desafio permanente para cidades de todos os tamanhos
Com a ampliação das exigências ambientais e a pressão por comprovação de resultados, iniciativas baseadas em verificação independente e rastreabilidade tendem a ganhar relevância no fortalecimento da economia circular no Brasil.
Em períodos de grande concentração de público, como o Carnaval, a discussão sobre responsabilidade ambiental deixa de ser pontual e passa a integrar a agenda permanente de gestão urbana, envolvendo não apenas capitais, mas também cidades médias e pequenas que recebem festas públicas.
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