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Cultura e Entretenimento • 15:18h • 01 de setembro de 2025

Cantigas medievais revelam como eram pronunciados ditongos como "-ão" e "-ãe"

Estudo de pesquisadoras da Unesp mostra que fonemas hoje emitidos em uma só sílaba eram hiatos na Idade Média

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Unesp | Foto: Divulgação

Ditongos como “-ão” já foram hiatos, indica análise de textos medievais
Ditongos como “-ão” já foram hiatos, indica análise de textos medievais

Um estudo da Unesp trouxe novas revelações sobre a história da língua portuguesa a partir da análise de cantigas medievais. A pesquisa, conduzida pela linguista Gladis Massini-Cagliari e por sua orientanda Débora Barreto, examinou 250 composições em galego-português, entre os séculos 13 e 15, e demonstrou que palavras como “mão”, “não” e “cão” eram pronunciadas em duas sílabas. O “-ão”, por exemplo, soava como “mã-o”, em vez de uma emissão única como ocorre hoje.

As pesquisadoras chegaram a essa conclusão observando a métrica das cantigas, que seguiam padrões fixos de sílabas poéticas. Esse detalhe obrigava a manter cada vogal com sua própria emissão, revelando que os ditongos nasais atuais eram, na verdade, hiatos na época medieval. A constatação mostra uma mudança fonética importante e ajuda a explicar por que falantes estrangeiros encontram dificuldade em reproduzir esses sons no português brasileiro contemporâneo.

Além da curiosidade histórica, os resultados têm aplicação prática. “Entender como os ditongos evoluíram ao longo do tempo pode ajudar no ensino do português como língua estrangeira. Quando os alunos sabem que essas combinações já foram pronunciadas de outra forma, é possível explorar didaticamente essa trajetória e tornar o aprendizado mais consciente”, afirma Massini-Cagliari.

O estudo dialoga com a fonologia não linear, que considera aspectos como ritmo, entonação e acentuação na análise dos sons. Isso diferencia a pesquisa de abordagens tradicionais e reforça a importância da prosódia na compreensão das mudanças da língua. O trabalho foi publicado em revista internacional e reforça o papel da Unesp como referência em estudos de linguística histórica.

Leia a matéria completa aqui.

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