Saúde • 20:48h • 16 de abril de 2026
Cannabis medicinal avança no Brasil e levanta dúvidas sobre uso, efeitos e segurança
Com mais de 873 mil pacientes em tratamento, terapia ganha espaço no país e exige orientação médica para uso adequado
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Onix Press | Foto: Divulgação
O uso da cannabis medicinal tem avançado no Brasil e já ultrapassa 873 mil pacientes em tratamento, segundo o Anuário 2025 da Kaya Mind. O crescimento da terapia, impulsionado pela ampliação de produtos e maior adesão de profissionais de saúde, tem aumentado também o interesse do público e as dúvidas sobre indicações, efeitos e formas de uso.
Indicada principalmente para condições como dor crônica, epilepsias refratárias, distúrbios neurológicos e alterações do sono, a cannabis medicinal vem sendo considerada em diferentes contextos clínicos, especialmente quando tratamentos convencionais não apresentam resposta satisfatória. A avaliação individualizada é apontada como etapa essencial para definir a aplicação adequada.
Efeitos da medicação
Uma das dúvidas mais comuns está relacionada aos efeitos psicoativos. De acordo com a médica Mariana Maciel, da biofarmacêutica Thronus Medical, produtos à base de canabidiol (CBD) não causam esse tipo de efeito. Já formulações que incluem tetrahidrocanabinol (THC) podem apresentar alterações perceptivas, mas seu uso é controlado e definido conforme a necessidade clínica.
Entre os principais benefícios relatados estão o alívio da dor, melhora na qualidade do sono e maior controle de sintomas em doenças neurológicas. A possibilidade de ajuste individual da dose e da composição permite adaptar o tratamento ao perfil de cada paciente, o que amplia a precisão dos resultados.
Formas de uso
A cannabis medicinal pode ser administrada por via sublingual, oral, intranasal ou tópica, dependendo da indicação médica. A escolha da via influencia diretamente na resposta terapêutica e faz parte da estratégia de tratamento.
O início do acompanhamento ocorre com prescrição médica especializada, seguida de monitoramento contínuo para ajustes de dose. Diferentemente de medicamentos padronizados, a cannabis exige um processo gradual, com doses iniciais mais baixas e adaptação conforme a resposta do organismo.
A definição da dose correta considera fatores como condição clínica, histórico do paciente, sensibilidade aos compostos e objetivo terapêutico. A proporção entre CBD e THC também interfere nos efeitos esperados e na condução do tratamento.
Nos últimos anos, mudanças regulatórias ampliaram as possibilidades de prescrição, incluindo o uso de concentrações mais elevadas de THC em casos específicos. O avanço é atribuído ao crescimento do conhecimento científico e à maior familiaridade da classe médica com o tema.
Para pacientes, o principal ponto de atenção é buscar orientação profissional e evitar o uso sem acompanhamento, garantindo segurança e eficácia no tratamento.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos