Responsabilidade Social • 07:39h • 04 de fevereiro de 2026
Calor extremo: 3,8 bilhões de pessoas serão atingidas até 2050
Brasil está entre os países que mais serão afetados
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
Um estudo da Universidade de Oxford, publicado na revista científica Nature Sustainability, aponta que cerca de metade da população mundial — aproximadamente 3,8 bilhões de pessoas — poderá viver sob calor extremo até 2050, caso a temperatura média global ultrapasse 2 °C em relação aos níveis pré-industriais.
Nesse cenário, países como Brasil, Laos, Nigéria, Sudão do Sul e República Centro-Africana devem enfrentar aumentos perigosos de temperatura. Nações muito populosas, como Índia, Indonésia, Bangladesh, Paquistão e Filipinas, também estarão entre as mais impactadas pelo aquecimento global.
Segundo os pesquisadores, essas regiões estão pouco preparadas para lidar com níveis tão elevados de calor, o que pode levar a uma rápida expansão do uso de aparelhos de ar-condicionado já nos próximos anos.
O estudo indica ainda que países de clima frio, como Finlândia, Rússia e Canadá, devem registrar uma mudança proporcional ainda maior, com mais dias de calor intenso. Mesmo aumentos aparentemente pequenos de temperatura podem ter efeitos severos nesses locais, cujas infraestruturas foram projetadas para enfrentar o frio.
Para a pesquisadora Radhika Khosla, uma das líderes do estudo, os dados servem como um alerta. “Ultrapassar o limite de 1,5 °C de aquecimento terá impactos sem precedentes em áreas como educação, saúde, migração e agricultura”, afirma. Segundo ela, a única alternativa é investir em desenvolvimento sustentável com emissões líquidas zero, como forma de conter o avanço do calor extremo.
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