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Ciência e Tecnologia • 09:18h • 07 de dezembro de 2025

Butantan e biotech dos EUA desenvolvem nova vacina de RNA contra a raiva

No estudo clínico de fase 1, o candidato a imunizante demonstrou ser bastante promissor, apresentando bioatividade duradoura em baixas doses

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1

O acordo entre Butantan e Replicate possibilita ao Instituto incorporar uma tecnologia de ponta em carteira de produtos em desenvolvimento e amplia oportunidades de novas vacinas com esta plataforma.
O acordo entre Butantan e Replicate possibilita ao Instituto incorporar uma tecnologia de ponta em carteira de produtos em desenvolvimento e amplia oportunidades de novas vacinas com esta plataforma.

O Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, fechou um acordo de licenciamento de tecnologia e colaboração com a Replicate Bioscience para o desenvolvimento e comercialização de uma vacina de RNA mensageiro autorreplicante para profilaxia pré e pós-exposição contra a raiva.

A Biotech, sediada em San Diego, na Califórnia (EUA), criou uma plataforma de RNA autorreplicante (srRNA, na sigla em inglês) para desenvolvimento de vacinas e terapias no contexto de doenças infecciosas, imunologia e outras áreas terapêuticas. O srRNA refere-se a um tipo específico de molécula de RNA mensageiro (mRNA) expressar os antígenos de interesse e aumentar a resposta imune.

As vacinas de srRNA estão na fronteira de desenvolvimento e inovação de tecnologias com base em mRNA. A Replicate é uma das poucas empresas no mundo que detém por completo essa tecnologia, que já foi testada em humanos com resultados promissores. Ou seja, é uma tecnologia de vacinas de mRNA nova, diferente daquelas que estão hoje no mercado, e que já demonstrou ser promissora e ter bom perfil de segurança, o que permite a continuidade dos estudos clínicos.

O acordo entre Butantan e Replicate possibilita ao Instituto incorporar uma tecnologia de ponta em carteira de produtos em desenvolvimento e amplia oportunidades de novas vacinas com esta plataforma.

Nos termos do acordo, o Instituto Butantan conduzirá ensaios clínicos de registro da nova vacina antirrábica de srRNA e, caso tenha sucesso, comercializará a vacina no Brasil e na América Latina. Já a Replicate transferirá o processo de fabricação para a unidade de produção de vacinas de mRNA do Butantan, e será responsável pelos mercados fora da América Latina.

“É uma parceria que pode trazer grandes benefícios para a saúde pública. Uma tecnologia de ponta, inovação e ciência para o enfrentamento da raiva. Estamos muito entusiasmados com a parceria que reforça o papel estratégico do Instituto Butantan como polo de inovação e ciência”, afirma o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás.

“É uma honra colaborar com o Instituto Butantan, líder global na luta contra doenças infecciosas mortais. Consideramos essa uma oportunidade empolgante para avançar clinicamente com a vacina antirrábica de srRNA da Replicate em parceria com o Butantan e expandir nossas estruturas científicas, operacionais e de produção que podem ser aplicadas a outras doenças”, diz o CEO da Replicate, Nathaniel Wang.

Em um estudo clínico de fase 1 conduzido pela Replicate, o candidato a imunizante, que tem o nome de RBI-4000, demonstrou ótima imunogenicidade, com bioatividade duradoura em baixas doses, acompanhada de reatogenicidade leve/moderada, em contraste com outras tecnologias de vacinas de mRNA.

O Instituto Butantan financiará o desenvolvimento do RBI-4000 para profilaxia pós-exposição e pré-exposição e terá direitos comerciais no Brasil e América Latina. A Replicate terá direito a royalties sobre as futuras vendas do produto pelo Butantan, mantendo os direitos sobre o RBI-4000 em outros mercados. Além disso, ambas instituições compartilharão os dados gerados ao longo da parceria.

A colaboração também deverá acelerar a melhoria do armazenamento em cadeia fria e da termoestabilidade do imunizante. Isso poderá impulsionar a adoção da tecnologia de srRNA e proporcionar uma vantagem de custo em relação às tecnologias de vacinas convencionais.

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