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Saúde • 10:01h • 26 de outubro de 2025

Burnout e ansiedade: quando a busca por resultados vira autossabotagem

Psicanalista e especialista em reprogramação mental alerta para os efeitos da produtividade tóxica e ensina técnicas para restaurar o equilíbrio emocional no trabalho

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1

Ansiedade da performance: o novo colapso silencioso nas empresas
Ansiedade da performance: o novo colapso silencioso nas empresas

A reta final do ano reacende uma tensão que percorre escritórios, startups e home offices: a ansiedade da performance. O fenômeno, cada vez mais comum no ambiente corporativo, é resultado direto de uma cultura de cobrança permanente, em que a produtividade se confunde com valor pessoal e o descanso é visto como perda de tempo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país mais ansioso das Américas e ocupa o segundo lugar mundial em casos de burnout, síndrome associada ao esgotamento profissional. A psicanalista Elainne Ourives, referência em reprogramação mental quântica, explica que essa lógica do desempenho extremo é o principal gatilho do desequilíbrio emocional no trabalho.

“As pessoas vivem em estado de alerta constante. O cérebro entra em modo de sobrevivência, e isso reduz a capacidade de raciocínio, empatia e foco. É o que chamo de mente hipervigilante — ela está sempre pronta para reagir, nunca para criar”, afirma Elainne.

Produtividade tóxica disfarçada de virtude

Um levantamento do Datafolha e Instituto Cactus (2024) revelou que 72% dos brasileiros se sentem emocionalmente sobrecarregados, e 63% apresentam sintomas de ansiedade ligados diretamente ao trabalho. Já a Harvard Business Review mostrou que 59% dos líderes relataram aumento de exaustão emocional no último ano — indicando que a produtividade tóxica não poupa nem quem ocupa cargos de comando.

Segundo Elainne, o problema está na validação social do excesso de produtividade. “A pessoa é elogiada por estar sempre disponível, responder rápido e entregar além do esperado. Só que, internamente, ela está colapsando. Quando o descanso passa a gerar culpa, é sinal de que o limite foi ultrapassado”, alerta.

Sinais de alerta do colapso emocional

Entre os sintomas mais comuns da ansiedade da performance estão:

  • Dificuldade para dormir mesmo após o expediente;
  • Irritabilidade e sensação constante de atraso;
  • Falta de prazer em atividades que antes eram motivadoras;
  • Dores musculares, fadiga e lapsos de memória;
  • Necessidade excessiva de aprovação.

“O burnout não acontece de um dia para o outro. Ele é o acúmulo silencioso de pequenas negações de si mesmo”, observa a especialista.

Quando a pressão vem da liderança

Elainne ressalta que, quando a cobrança parte de gestores e líderes, o impacto emocional tende a ser ainda maior.

“Muitos acreditam que pressão gera resultado, mas o que ela realmente produz é paralisia. O cérebro, sob ameaça, ativa o modo de sobrevivência e perde a capacidade de criar, decidir e inovar. Liderar é inspirar, não intimidar”, explica.

Quatro técnicas para reprogramar a mente e reduzir a ansiedade

A especialista propõe quatro práticas centrais do seu método de reprogramação mental quântica, voltadas à recuperação do foco e da coerência emocional:

  1. Respiração consciente – desacelera o ritmo cerebral e restabelece o equilíbrio entre corpo e mente.
  2. Ressignificação de crenças – identifica e substitui pensamentos automáticos ligados à culpa, medo e perfeccionismo.
  3. Reprogramação vibracional – utiliza frequências sonoras e afirmações positivas para neutralizar padrões de cobrança e escassez.
  4. Mentalização guiada – estimula a visualização de resultados saudáveis, sem sofrimento ou autocobrança.

“Não existe sucesso sustentável em um ambiente de medo. A verdadeira performance nasce do equilíbrio entre entrega e autocuidado. Quanto mais coerente estiver a vibração emocional, maior será a capacidade de agir com foco e autenticidade”, pontua Elainne.

O fim do ano como ponto de reavaliação

Para a psicanalista, o encerramento de 2025 deve ser encarado como um convite à reavaliação emocional, não apenas de metas e resultados. “Encerrar o ano sem adoecer é um ato de inteligência emocional. 2026 será o ano de redefinir o sucesso — e ele não está em fazer mais, mas em fazer com presença. A mente equilibrada produz com mais clareza, criatividade e prazer”, conclui.

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