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Ciência e Tecnologia • 13:26h • 17 de janeiro de 2026

Brasileiro quer levar ‘minicérebros’ ao espaço para testar plantas da Amazônia contra o Alzheimer

Alysson Muotri, professor da Universidade da Califórnia em San Diego, quer viajar para a Estação Espacial Internacional e testar extratos de plantas contra doenças neurodegenerativas

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Erika de Faria/Temporal Filmes

Diretor do Sanford Integrated Space Stem Cell Orbital Research Center (ISSCOR), Alysson Muotri se candidatou para ir ao espaço.
Diretor do Sanford Integrated Space Stem Cell Orbital Research Center (ISSCOR), Alysson Muotri se candidatou para ir ao espaço.

Em 2019, uma parceria entre o grupo do pesquisador brasileiro Alysson Muotri, professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, e a Nasa levou “minicérebros” — organoides produzidos a partir de células-tronco — para a Estação Espacial Internacional. Esses modelos, capazes de reproduzir características do cérebro humano, foram enviados ao espaço para apoiar a busca por tratamentos de doenças neurológicas e degenerativas. Após 30 dias em microgravidade, os organoides apresentaram sinais de envelhecimento acelerado.

A equipe observou que o envelhecimento do tecido neural desencadeia, entre outros efeitos, uma reação autoimune a trechos de DNA retroviral presentes em todos os humanos, um possível mecanismo por trás do Alzheimer e de outras doenças do sistema nervoso. A descoberta abriu caminho para hipóteses terapêuticas, incluindo o uso de medicamentos antirretrovirais.

Muotri decidiu avançar a pesquisa e planejava realizar pessoalmente experimentos em órbita como diretor do Sanford Integrated Space Stem Cell Orbital Research Center (ISSCOR). A missão incluiria o teste de extratos de plantas amazônicas com potencial neuroativo — identificados em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e povos originários, especialmente os Huni Kuin — em tecidos cerebrais cultivados no espaço. A proposta, porém, foi interrompida após cortes de orçamento para ciência nos Estados Unidos, que também afetaram a Nasa.

Segundo o pesquisador, o projeto previa cultivar organoides derivados de células-tronco de pacientes com Alzheimer na Estação Espacial Internacional, onde sofrem a chamada “senescência neural induzida pelo espaço”, envelhecendo em meses o que levaria anos na Terra. As moléculas extraídas de plantas seriam aplicadas diretamente nesses tecidos, em experimentos conduzidos por cientistas-astronautas. Muotri seria o primeiro deles, passando dez dias em órbita antes de ser substituído por outro especialista.

Com os cortes orçamentários, o cronograma foi suspenso. Muotri afirma que o projeto pode seguir adiante com apoio privado e negociações já estão em andamento com empresas do setor espacial, como SpaceX, Axiom Space e Vast, além de potenciais parcerias com a indústria farmacêutica e investidores filantrópicos. Ele destaca que um tratamento eficaz contra o Alzheimer teria impacto econômico significativo, justificando investimentos elevados. Caso novos fármacos surjam a partir das moléculas amazônicas, parte dos royalties também seria destinada à conservação da floresta e às comunidades indígenas envolvidas.

Paralelamente, descobertas obtidas em experimentos espaciais já resultaram em estudos clínicos na Terra. A equipe identificou uma nova via molecular associada à síndrome de Rett que pode ser bloqueada com antirretrovirais — medicamentos amplamente disponíveis. Um ensaio clínico brasileiro está sendo iniciado para avaliar o potencial desses remédios em reduzir sintomas da síndrome.

Outra frente de pesquisa avançou no tratamento da síndrome de Pitt-Hopkins, uma condição genética grave. Em 2022, o grupo de Muotri publicou resultados promissores de uma possível terapia gênica. Em parceria com o pesquisador Fábio Papes, da Unicamp, o projeto acaba de receber aprovação da agência reguladora dos EUA (FDA) para iniciar os testes clínicos. A fase 1, prevista para começar em 2026, avaliará a segurança de vetores retrovirais carregando a versão correta do gene associado à síndrome. Se não houver toxicidade, a fase 2 medirá a eficácia do tratamento.

Para Muotri, as pesquisas espaciais mostram que estudar o cérebro fora da Terra pode acelerar descobertas com impacto direto na saúde humana — inclusive no desenvolvimento de terapias inovadoras para condições atualmente sem cura.

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