• Mega-Sena acumulada sorteia R$ 18,4 milhões; veja os números do concurso 2994
  • De descarte a matéria-prima: o caminho de uma geladeira na logística reversa no Brasil
  • Ausência da Itália na Copa de 2026 impacta estratégia global da adidas e enfraquece conexão com fãs
Novidades e destaques Novidades e destaques

Responsabilidade Social • 09:31h • 09 de maio de 2025

Brasil tem potencial para zerar emissões de carbono até 2040, afirma cientista

Cientista vê urgência de transição para matriz energética 100% limpa

Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1

O cientista destacou que os efeitos dessas medidas, além de ir além do enfrentamento à urgência climática, poderiam garantir mais qualidade de vida às populações.
O cientista destacou que os efeitos dessas medidas, além de ir além do enfrentamento à urgência climática, poderiam garantir mais qualidade de vida às populações.

O Brasil é capaz de zerar as emissões de gases de efeito estufa até 2040, afirma o cientista Carlos Nobre. Na palestra de abertura no segundo dia da 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, Nobre falou sobre mudanças climáticas e antecipou dados de um estudo, ainda em andamento, que constata que o país pode alcançar a meta nessa data.

Segundo Nobre, são necessárias transições para uma matriz energética 100% limpa, agricultura neutra em carbono, emissões negativas a partir do uso adequado da terra e restauração em grande escala.

“O Brasil tem total potencial para ter 100% de energia limpa e renovável e, até 2040, com agricultura muito mais neutra em carbono, grande restauração florestal. Nosso estudo aponta que podemos remover até 600 milhões de toneladas de CO2 por ano, a partir de 2040, restaurando os biomas”, diz o climatologista.

O cientista destacou que os efeitos dessas medidas, além de ir além do enfrentamento à urgência climática, poderiam garantir mais qualidade de vida às populações.

“Caso vocês não saibam, a queima dos combustíveis fósseis gera poluentes em todas as cidades do mundo. Quantas pessoas morrem devido à poluição urbana no mundo? Seis a sete milhões de pessoas por ano."

Carlos Nobre destacou que, em 2022, o Brasil era o quinto maior emissor do planeta, com o despejo de 11 toneladas de gases do efeito estufa por pessoa ao ano. Na comparação com outros grandes emissores, a China emitia na época 10,5 toneladas por pessoa, a Índia, 2 toneladas e Estados Unidos 16,5 toneladas por pessoa ao ano.

De acordo com o cientista, o Brasil vem melhorando esse quadro, mas, com as políticas do governo atual, como restauração de 12 milhões de hectares e a meta de zerar o desmatamento de todos os biomas até 2030, o país ainda terá emissão de 1,2 bilhões de toneladas de CO2 equivalente, caso seja mantido o uso de energia fóssil e agropecuária de alta emissão.

Consequências

Sem medidas mais enfáticas de enfrentamento à urgência climática, Carlos Nobre mostra que haverá consequências graves, como o branqueamento de corais, que põe em risco 25% de toda biodiversidade oceânica, a intensificação do aquecimento global, com indicativo de desaparecimento de 99% das espécies, caso o planeta ultrapasse 2 graus acima do período industrial.

Outras consequências desastrosas destacadas pelo climatologista são o descongelamento de terras com água sólida, responsáveis pela retenção de uma quantidade gigantesca de metano e gás carbônico.

“Se passar de 2 graus, nós vamos liberar mais de 200 bilhões de toneladas de metano e gás carbônico. O metano é um gás muito poderoso do efeito estufa, 30 vezes mais forte que o gás carbônico”, explica.

Amazônia

No Brasil, o risco de a Amazônia atingir um ponto de não retorno é cada vez maior, afirma Carlos Nobre. “Todo o sul da Amazônia está com o período de seca de quatro a cinco semanas mais longo, com ar mais seco e grande aumento da mortalidade das árvores.”

Em uma região que envolve sudeste e sul do Pará e norte de Mato Grosso, a floresta já virou ponto de emissão de carbono, deixando de cumprir o serviço ecossistêmico de captura desses gases. “A Amazônia, na década de 90, removia mais de 1,5 bilhão de toneladas de CO2, e essa região está ficando muito próxima do ponto de não retorno”, reforça.

As secas estão mais severas, com fenômenos mais intensos como o El Niño, e o Atlântico mais quente, a Amazônia, mais seca.

“Antes tínhamos uma seca severa a cada 20 anos e agora tivemos em 2005, 2010, 2015 e 2016, além da seca mais forte do registro histórico em 2023, 2024.”

Tudo isso impacta na presença dos rios voadores, responsáveis por levar chuvas a grande parte do país. “Só a floresta nos territórios indígenas da Amazônia brasileira é capaz de explicar a presença de até 30% dos rios voadores. Pelo menos 40% da chuva no Cerrado e no Sul do Brasil e em 15% do Sudeste dependem dos rios voadores”, enfatiza.

Todos esses impactos, já percebidos, podem resultar em uma mudança de cenário drástica no país. “Se o desmatamento chegar entre 20 e 25% e o aquecimento global a 2,5ºC, vamos perder pelo menos 50% da Amazônia, talvez até 70%. A floresta vai virar um ecossistema totalmente degradado. Parece uma savana tropical do Cerrado, mas muito degradada, não com a biodiversidade rica aqui do Cerrado”, diz Nobre.

O cientista ressalta que também o Cerrado e a Caatinga estão muito próximos do ponto de não retorno, o que implica mais ondas de calor e riscos para a saúde humana, além de mais incidência de extremos climáticos e pandemias originadas na floresta em desequilíbrio.

Carlos Nobre apontou ainda caminhos para adaptação das cidades aos desafios de diminuir as desigualdades socioeconômicas e de deixar um legado sustentável às futuras gerações.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Variedades • 21:06h • 09 de abril de 2026

Mega-Sena acumulada sorteia R$ 18,4 milhões; veja os números do concurso 2994

Sorteio foi realizado nesta quinta-feira no Espaço da Sorte, em São Paulo, e detalhes da premiação ainda serão divulgados

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 20:23h • 09 de abril de 2026

Inteligência artificial aplicada à indústria vira alvo de concurso com premiação milionária

Concurso busca soluções para problemas reais da indústria e recebe inscrições gratuitas até 5 de maio

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 19:38h • 09 de abril de 2026

De descarte a matéria-prima: o caminho de uma geladeira na logística reversa no Brasil

Processo técnico coordenado pela ABREE evita contaminação ambiental e reintegra materiais à cadeia produtiva

Descrição da imagem

Saúde • 18:29h • 09 de abril de 2026

HYROX cresce nas academias, chega ao Brasil e redefine o treino com corrida e alta performance

Modalidade que mistura corrida e exercícios funcionais ganha espaço em redes como a BlueFit e aponta nova tendência no mercado fitness

Descrição da imagem

Esporte • 17:33h • 09 de abril de 2026

Ausência da Itália na Copa de 2026 impacta estratégia global da adidas e enfraquece conexão com fãs

Fora do Mundial pela terceira vez, seleção italiana reduz engajamento, afeta receitas e pressiona posicionamento da marca no futebol lifestyle

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 17:08h • 09 de abril de 2026

Turismo de experiência redefine o luxo e muda a forma de viajar no mundo

Viajantes priorizam curadoria, propósito e uso inteligente do tempo, substituindo roteiros tradicionais por experiências personalizadas

Descrição da imagem

Educação • 16:49h • 09 de abril de 2026

Inscrições para o Vestibular das Fatecs vão até 1º de junho

Processo seletivo para o segundo semestre de 2026 oferece mais de 18 mil vagas em cursos superiores gratuitos distribuídos em unidades de todo o estado

Descrição da imagem

Economia • 16:12h • 09 de abril de 2026

Mercado ilegal avança no Brasil, movimenta R$ 1,7 trilhão e pressiona empresas formais

Crescimento da economia subterrânea expõe falhas regulatórias, amplia concorrência desleal e desafia fiscalização em setores digitais e tradicionais

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar