Mundo • 11:45h • 20 de abril de 2026
Brasil avança na infraestrutura dos lares e mantém quase universalização da energia elétrica
Dados do IBGE mostram melhora nas condições dos domicílios, crescimento de imóveis alugados e tendência de envelhecimento da população
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Gov | Foto: Arquivo Âncora1
O Brasil praticamente universalizou o acesso à energia elétrica em 2025. Segundo dados da PNAD Contínua divulgados pelo IBGE, 99,8% dos domicílios do país já contam com eletricidade, índice que se mantém estável desde 2019. Em todas as regiões, os percentuais superam 99%, com pequenas diferenças entre áreas urbanas (99,9%) e rurais (99,3%).
Apesar do avanço, ainda há desigualdades, especialmente no acesso pela rede geral em áreas rurais do Norte, onde o índice é de 84,9%. No restante do país, a cobertura é praticamente total.
As condições estruturais dos imóveis também melhoraram. Em 2025, 89,7% dos domicílios tinham paredes de alvenaria ou taipa com revestimento, um crescimento de 3% em relação ao ano anterior. O uso de pisos mais adequados também avançou: 82,9% das residências possuem cerâmica, lajota ou pedra, índice superior ao registrado em 2016.
O número total de domicílios chegou a 79,3 milhões, alta de 18,9% desde 2016. O destaque foi o crescimento dos imóveis alugados, que aumentaram 54,1% no período. Já os domicílios próprios ainda em pagamento cresceram 31,2%, enquanto os já quitados tiveram avanço mais moderado.
As casas seguem predominantes, representando 82,7% das moradias, mas os apartamentos tiveram crescimento mais acelerado nos últimos anos. Em relação à cobertura, a maioria dos imóveis ainda utiliza telha sem laje de concreto.
No saneamento, 86,1% dos domicílios têm acesso à rede geral de água, mas a desigualdade entre áreas urbanas (93,1%) e rurais (31,7%) ainda é significativa. O acesso à rede de esgoto também avançou, alcançando 71,4% dos lares, embora nas áreas rurais esse índice seja de apenas 8,9%.
A coleta de lixo atende a maior parte dos domicílios, mas cerca de 4,8 milhões ainda utilizam a queima como destino dos resíduos, prática mais comum em regiões Norte e Nordeste e em áreas rurais.
Entre os bens domésticos, a geladeira está presente em quase todos os lares (98,4%). Já a máquina de lavar roupa vem ganhando espaço, presente em 72,1% das residências — um dos maiores avanços da série histórica.
Os dados também revelam mudanças no perfil da população brasileira. O crescimento populacional desacelerou, chegando a 212,7 milhões de habitantes em 2025. Ao mesmo tempo, o país passa por um processo de envelhecimento: a parcela de pessoas com menos de 30 anos caiu, enquanto a população com 60 anos ou mais aumentou para 16,6%.
Outro destaque é o aumento dos domicílios com apenas um morador, que passaram a representar 19,7% do total. Esse tipo de arranjo cresceu especialmente entre homens adultos e mulheres idosas.
Em relação à composição racial, houve redução da população que se declara branca e aumento da população que se declara preta, enquanto a proporção de pessoas pardas se manteve estável.
Os dados refletem avanços importantes nas condições de moradia e acesso a serviços básicos no país, mas também evidenciam desafios persistentes, principalmente nas áreas rurais e nas regiões com menor infraestrutura.
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