Economia • 14:58h • 17 de setembro de 2026
Bolsa Família sobe 15% e valor mínimo passa para R$ 691 em outubro
Reajuste acompanha a inflação acumulada desde março de 2023 e também aumenta benefícios adicionais pagos pelo programa
Da Redação | Com informações da EBC | Foto: Divulgação
O Bolsa Família terá reajuste de 15% a partir de outubro, elevando de cerca de R$ 600 para R$ 691 o valor mínimo garantido às famílias atendidas pelo programa. O decreto com os novos valores foi assinado nesta quinta-feira (17) e publicado em edição extra do Diário Oficial da União. Embora a medida já esteja em vigor, os efeitos financeiros começam em 1º de outubro.
O aumento tem como referência a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026. Segundo o governo federal, a inflação medida no período chegou a 15,04%.
A atualização também deverá elevar o benefício médio recebido pelas famílias. Pelos cálculos apresentados pelo governo, o valor passará de R$ 675 para aproximadamente R$ 777, aumento nominal de pouco mais de R$ 100.
Outros benefícios do programa também aumentam
O reajuste não ficará restrito ao valor mínimo. O Benefício de Renda de Cidadania, calculado por integrante da família, passa para R$ 164.
O Benefício Primeira Infância será elevado para R$ 173, enquanto o Benefício Variável Familiar passa para R$ 58. A quantia efetivamente recebida por cada família continuará dependendo de sua composição e dos benefícios aos quais tenha direito.
A atualização dos valores está prevista na legislação do Bolsa Família e, segundo o governo, busca recompor as perdas provocadas pela inflação e preservar o poder de compra das famílias beneficiárias.
Novos valores começam a valer em outubro
O decreto foi publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira. Os novos valores terão efeitos financeiros a partir de 1º de outubro.
Durante a apresentação da medida, o governo também divulgou projeções para o programa em 2027. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o Bolsa Família deverá representar entre 1,2% e 1,25% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo do patamar de aproximadamente 1,5% registrado na transição entre 2022 e 2023.
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