Cultura e Entretenimento • 19:31h • 20 de fevereiro de 2026
BBB 26: o que está por trás das explosões que tomaram conta da casa
Convivência intensa, privação de sono e pressão constante ajudam a explicar conflitos dentro da casa
Da Redação | Com informações da Máxima Assessoria | Foto: Reprodução/Frame/Globoplay
As discussões e reações explosivas no BBB 26 reacenderam um debate que vai além da dinâmica do jogo. Convivência intensa, privação de sono, isolamento social e pressão constante formam um cenário propício a conflitos. A ciência aponta que, além do contexto emocional, fatores biológicos também podem influenciar humor, percepção e tolerância ao estresse.
Dentro da casa, pequenos atritos ganham proporções maiores. A combinação de noites mal dormidas, competição e exposição permanente ativa respostas fisiológicas relacionadas ao estresse, como aumento de cortisol e alterações no equilíbrio hormonal, que podem impactar comportamento e reatividade.
Uma conversa entre Jonas e Juliano Floss ganhou repercussão ao envolver comentários sobre testosterona e progesterona. A viralização do tema trouxe à tona interpretações simplificadas sobre hormônios e comportamento.

A médica e pesquisadora Fabiane Berta, especialista em menopausa, destaca que testosterona e progesterona não pertencem exclusivamente a um sexo. Homens e mulheres produzem ambos os hormônios, ainda que em concentrações diferentes, e eles participam de funções como cognição, energia, regulação do humor e desejo sexual.
A testosterona está associada à libido, motivação e vitalidade em ambos os sexos. Já a progesterona, presente também nos homens em níveis menores, participa da síntese hormonal e de processos reprodutivos. A especialista reforça que não é possível atribuir atitudes impulsivas a um único hormônio sem avaliação clínica e exames específicos.
O ambiente do reality também reúne participantes em diferentes fases da vida. Mulheres na pré-menopausa podem enfrentar oscilações naturais de estrogênio e progesterona, fase que pode incluir alterações de humor, sono e sensibilidade emocional. Isso não determina comportamento, mas pode influenciar a forma como o organismo responde ao estresse contínuo.

No caso de participantes em pós-menopausa, a queda de estrogênio pode trazer efeitos físicos e emocionais que exigem acompanhamento. A menopausa é uma transição biológica e não uma doença, mas sintomas precisam ser monitorados para preservar qualidade de vida.
Segundo Fabiane Berta, investigar alterações hormonais é fundamental para compreender sinais como cansaço persistente, mudanças de humor e dificuldade de concentração. A avaliação baseada em evidências evita rotulações simplistas e amplia o cuidado com a saúde.
O BBB 26, ao expor conflitos sob condições extremas de convivência, acaba servindo como vitrine de como estresse e biologia interagem. A ciência indica que comportamento humano é resultado de múltiplos fatores, e não de explicações isoladas.
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