Educação • 12:31h • 17 de fevereiro de 2026
Base escolar entra no debate após divulgação dos resultados do Enamed 2025
Análise aponta que desempenho nas faculdades mais bem avaliadas pode estar relacionado à formação pré-universitária
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da LVBA Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Os resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, o Enamed 2025, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, no fim de janeiro, reacenderam o debate sobre a qualidade do ensino médico no país. Dos 351 cursos avaliados, 107, o equivalente a cerca de 30%, receberam conceitos 1 e 2, considerados insatisfatórios pelo Ministério da Educação. Apenas 49 cursos alcançaram o Conceito 5, nota máxima do exame.
Diante desse cenário, o Poliedro realizou um levantamento interno com base nas listas oficiais de aprovados divulgadas por instituições de ensino superior. A análise cruzou resultados dos principais vestibulares de Medicina de 2025 e 2026 com o desempenho das faculdades no Enamed.
Segundo o levantamento, há concentração significativa de estudantes oriundos do sistema Poliedro em instituições que obtiveram melhor avaliação no exame. Na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, 66,67% das vagas da primeira chamada teriam sido ocupadas por alunos formados pelo sistema. Na Universidade Estadual de Campinas, o índice informado é de 45,35%. Já na Universidade de São Paulo, o percentual chega a 44,21%, com 107 aprovados.
O levantamento também cita desempenho em outras instituições, como FMJ, FAMEMA, PUC-Campinas, FMABC e Hospital Israelita Albert Einstein, apontando mais de 1.100 aprovações em Medicina na primeira chamada entre 27 instituições analisadas.
Formação antes da universidade
Para Márcio Guedes, coordenador pedagógico do Poliedro Curso, os dados ajudam a ampliar a discussão sobre a formação anterior ao ingresso no ensino superior. Segundo ele, embora a faculdade seja determinante na formação médica, a base construída no Ensino Médio e na preparação para o vestibular pode influenciar a adaptação e o desempenho ao longo da graduação.
De acordo com o coordenador, habilidades como método de estudo, organização do aprendizado e domínio de conteúdos fundamentais, especialmente em disciplinas como Química e Biologia, tendem a facilitar a transição para a universidade.
Entre os aprovados citados está Fellipe Greco Picoli, de 26 anos, aprovado para Medicina na USP de Ribeirão Preto após três anos de preparação no curso pré-vestibular do Poliedro. Segundo ele, a estrutura pedagógica e o ambiente de estudo contribuem para o desempenho acadêmico e para a adaptação às exigências da graduação.
Luís Gustavo Megiolaro, diretor executivo das Unidades Escolares do Poliedro, avalia que, embora o Enamed seja voltado às faculdades, os resultados evidenciam a importância de o estudante chegar ao ensino superior com base acadêmica sólida e preparo emocional para lidar com alta exigência.
Debate ampliado sobre qualidade e saúde pública
O Enamed 2025 passou a ocupar espaço relevante no debate nacional por envolver diretamente a qualidade da formação médica e seus impactos na saúde pública. Especialistas apontam que os dados divulgados não apenas expõem desigualdades entre cursos, mas também reforçam a necessidade de políticas de avaliação contínua, aprimoramento curricular e critérios rigorosos para abertura e manutenção de vagas em Medicina.
A discussão ocorre em um contexto de expansão de cursos e vagas no país, o que tem gerado questionamentos sobre equilíbrio entre ampliação de acesso e garantia de qualidade na formação dos futuros profissionais da saúde.
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