Variedades • 06:33h • 02 de junho de 2026
Banhos quentes e ar seco estão entre os maiores inimigos da pele no inverno
Combinação de temperaturas baixas, ar seco e excesso de calor no banho pode agravar alergias, rachaduras e doenças de pele
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Dalbo Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Com a chegada das temperaturas mais baixas, cresce também o número de pessoas enfrentando pele ressecada, coceira, descamação e sensação de ardência. Segundo especialistas, o inverno reúne uma combinação de fatores que prejudicam diretamente a proteção natural da pele e podem agravar desde irritações simples até doenças dermatológicas mais sensíveis.
A dermatologista Patrícia Dalboni explica que o frio reduz naturalmente a produção de oleosidade da pele, enquanto a baixa umidade do ar aumenta a perda de água do organismo. O problema se intensifica com hábitos comuns da estação, principalmente os banhos quentes e demorados.
Segundo a médica, esse conjunto compromete a chamada barreira cutânea, estrutura responsável por proteger a pele contra agressões externas e manter a hidratação natural.
Banho quente está entre os maiores vilões
Apesar de trazer sensação de conforto nos dias frios, o banho muito quente pode acelerar o ressecamento da pele. A dermatologista compara o efeito ao processo de remoção de gordura durante a lavagem de louças: quanto mais quente a água, mais facilmente a camada de proteção natural é eliminada.
Com isso, a pele passa a apresentar sinais como aspecto opaco, sensação de repuxamento, vermelhidão, coceira, ardência e descamação.
Nos casos mais intensos, especialmente em idosos e pessoas com dermatite, podem surgir rachaduras e microfissuras que aumentam o risco de infecções.
Pernas, mãos e pés merecem atenção especial
Segundo a especialista, algumas regiões do corpo sofrem ainda mais durante o inverno, principalmente pernas, mãos, pés, joelhos, cotovelos, rosto e lábios.
Ela faz um alerta especial para idosos e diabéticos, já que pequenas rachaduras nos pés e tornozelos podem facilitar entrada de bactérias e favorecer quadros infecciosos.
A recomendação é reforçar hidratação nessas áreas e observar sinais persistentes de ressecamento ou feridas.
Mudanças simples ajudam a proteger a pele
Entre os cuidados mais indicados estão reduzir o tempo de banho, evitar água excessivamente quente e diminuir o uso de sabonetes agressivos.
A dermatologista também recomenda substituir produtos comuns por sabonetes mais suaves, conhecidos como syndets, ou por óleos de banho, que limpam sem retirar totalmente a proteção natural da pele.
Outro ponto importante é aplicar hidratante logo após o banho, quando a pele ainda está levemente úmida, favorecendo maior absorção.
Ingredientes como ceramidas, ácido hialurônico, glicerina, pantenol e niacinamida estão entre os ativos mais recomendados para reforçar hidratação e recuperação da barreira cutânea durante o inverno.
Protetor solar continua necessário no frio
Especialistas também alertam para um erro frequente nesta época do ano: abandonar o protetor solar por causa do frio.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a radiação ultravioleta continua elevada mesmo durante o inverno e pode provocar manchas, envelhecimento precoce e aumentar o risco de câncer de pele.
A médica reforça que pessoas com melasma, rosácea, psoríase e dermatite atópica devem ter atenção ainda maior nesta época, já que mudanças climáticas e ressecamento podem agravar os sintomas.
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