Classificados • 12:04h • 16 de fevereiro de 2026
Baixo desemprego impulsiona bares e restaurantes, mas amplia disputa por mão de obra
Setor criou 59.812 vagas em 2025, porém dezembro registrou saldo negativo e sinaliza ritmo mais cauteloso em 2026
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Abrasel | Foto: Arquivo/Âncora1
O Brasil encerrou 2025 com taxa de desemprego de 5,1%, a menor da série histórica da Pnad Contínua, e saldo superior a 1 milhão de vagas formais geradas no ano, segundo o Caged. No setor de alimentação fora do lar, foram criados 59.812 postos de trabalho, refletindo aquecimento do consumo e maior circulação de renda. Apesar do cenário favorável, empresários enfrentam escassez de profissionais e aumento da concorrência por mão de obra qualificada.
O ambiente de maior empregabilidade contribui para o fluxo de clientes em bares e restaurantes, mesmo diante de custos elevados e competição acirrada. Por outro lado, a baixa taxa de desemprego intensifica a disputa por trabalhadores, principalmente em funções operacionais.
Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, o crescimento do emprego favorece o consumo e impacta diretamente o caixa dos estabelecimentos. Ele afirma que o desafio passa a ser encontrar e reter profissionais, o que exige revisão na gestão de pessoas, investimento em produtividade e adoção de modelos mais flexíveis de contratação.
Dezembro indica desaceleração
Apesar do resultado acumulado positivo em 2025, dezembro apresentou saldo negativo de 618.164 vagas formais no país. No setor de alimentação fora do lar, o mês registrou fechamento de 21.563 postos de trabalho. O dado não altera o panorama anual, mas sugere possível desaceleração no curto prazo e maior cautela nas admissões.
Pesquisa da Abrasel mostra que 21% dos empresários pretendem contratar no primeiro semestre de 2026, enquanto 67% planejam manter o quadro atual e 12% projetam redução. As funções com maior demanda continuam sendo auxiliares de cozinha, atendentes, garçons, cozinheiros, gerentes e entregadores.
Segundo Solmucci, em um contexto de consumo aquecido e contratações mais seletivas, o trabalho intermitente ganha espaço como alternativa. O modelo permite manter vínculo formal e ajustar equipes conforme sazonalidade e demanda, contribuindo para previsibilidade de custos e eficiência operacional.
O cenário combina consumo fortalecido e mercado de trabalho aquecido com necessidade de maior planejamento nas contratações, especialmente em setores dependentes de mão de obra intensiva, como bares e restaurantes.
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