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Saúde • 11:06h • 13 de junho de 2026

Baixa testosterona vai além da libido e pode afetar a saúde e a qualidade de vida masculina

Cansaço, queda da libido, ganho de peso e perda de disposição podem estar relacionados à deficiência hormonal, condição que afeta homens de diferentes faixas etárias

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1

Falta de energia e perda de disposição podem indicar baixa testosterona, dizem médicos
Falta de energia e perda de disposição podem indicar baixa testosterona, dizem médicos

Cansaço constante, falta de energia, diminuição da libido, dificuldade para emagrecer, perda de massa muscular e alterações de humor. Embora muitos homens associem esses sinais apenas ao envelhecimento, especialistas alertam que eles também podem indicar um problema cada vez mais frequente: a deficiência de testosterona.

Considerada o principal hormônio masculino, a testosterona desempenha papel essencial na saúde física, mental e sexual. Quando seus níveis ficam abaixo do ideal, o organismo pode apresentar uma série de sintomas que afetam a qualidade de vida, a produtividade e o bem-estar geral.

Estudos internacionais apontam que entre 6% e 12% dos homens de 40 a 69 anos apresentam deficiência de testosterona. O percentual é ainda maior entre pessoas com obesidade, diabetes e síndrome metabólica, grupos em que a condição pode atingir até metade dos pacientes.

Estilo de vida tem influência direta

Para o médico urologista Dr. Rodolfo José Favaretto Filho, a rotina moderna tem contribuído para o crescimento dos casos, inclusive entre homens mais jovens.

Segundo o especialista, muitos pacientes acreditam que a perda de disposição está relacionada apenas ao excesso de trabalho, ao estresse ou à correria do dia a dia, quando, na realidade, pode existir uma alteração hormonal que merece investigação médica.

Além do envelhecimento natural, diversos fatores podem contribuir para a redução dos níveis de testosterona. Entre os principais estão a obesidade, especialmente o acúmulo de gordura abdominal, o sedentarismo, noites mal dormidas, estresse crônico, diabetes, consumo excessivo de álcool, tabagismo, alimentação rica em ultraprocessados, uso inadequado de anabolizantes e a falta de atividade física regular.

A obesidade, em especial, cria um ciclo preocupante: quanto menor a produção de testosterona, maior a tendência ao ganho de peso, e o aumento da gordura corporal, por sua vez, favorece uma nova queda hormonal.

Sintomas vão muito além da libido

Embora a redução do desejo sexual seja um dos sinais mais conhecidos, a deficiência de testosterona pode afetar diferentes aspectos da saúde masculina. Falta de energia, cansaço persistente, perda de força física, diminuição da massa muscular, aumento da gordura abdominal, irritabilidade, dificuldade de concentração, alterações de memória, distúrbios do sono e sensação constante de desânimo também podem estar associados ao problema.

O Dr. Rodolfo explica que muitos homens procuram atendimento relatando queda no rendimento físico e mental, dificuldade para manter a rotina de exercícios ou sensação de que não conseguem mais ter a mesma disposição de alguns anos atrás. De acordo com ele, esses sintomas não devem ser encarados como uma consequência inevitável da idade.

Reposição hormonal não é indicada para todos

Os especialistas destacam que a presença de testosterona baixa não significa, automaticamente, a necessidade de reposição hormonal. O diagnóstico deve considerar a combinação entre sintomas clínicos, avaliação médica e exames laboratoriais.

Em muitos casos, mudanças no estilo de vida podem trazer resultados importantes. A perda de peso, a prática regular de atividades físicas, a melhora da qualidade do sono e o controle de doenças associadas costumam contribuir para a recuperação dos níveis hormonais e para a melhora da qualidade de vida.

A orientação é que homens que apresentem sintomas persistentes procurem avaliação especializada. O diagnóstico precoce permite identificar fatores de risco, tratar condições associadas e adotar estratégias adequadas para preservar a saúde física, mental e hormonal ao longo dos anos.

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