Saúde • 13:28h • 27 de março de 2026
AVC cresce no Brasil e já supera infarto, com uma morte a cada 6 minutos
Crescimento dos casos, falhas no acesso ao diagnóstico e fatores de risco evitáveis agravam cenário de uma das principais causas de morte no país
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações do CFF | Foto: Arquivo Âncora1
O Brasil vive um cenário preocupante em relação ao acidente vascular cerebral (AVC), que já se consolidou como uma das principais causas de morte no país. Entre janeiro e outubro de 2025, foram registradas 64.471 mortes pela doença — o equivalente a uma a cada seis minutos. O número coloca o AVC à frente do infarto e de todas as formas de violência como causa de óbito.
Dados recentes mostram que, em 2024, o AVC causou mais de 85 mil mortes, superando os registros de infarto no mesmo período. Após uma queda entre 2022 e 2023, os casos voltaram a crescer, indicando uma tendência de avanço.
A doença ocorre quando o fluxo sanguíneo no cérebro é interrompido. O tipo mais comum é o isquêmico, causado por obstrução de artérias, enquanto o hemorrágico, menos frequente, é mais grave e resulta do rompimento de vasos. Em ambos os casos, o atendimento rápido é fundamental, já que a cada minuto sem tratamento há perda significativa de neurônios.
Especialistas apontam que a maioria dos casos está ligada a fatores de risco conhecidos, como hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo e consumo excessivo de álcool. Estima-se que grande parte dos episódios poderia ser evitada com prevenção e acompanhamento adequado.
Reconhecer os sintomas rapidamente também é essencial. Entre os sinais estão fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de visão, tontura e dor de cabeça intensa. A recomendação é buscar atendimento imediato ao identificar qualquer desses sintomas.
Apesar disso, o acesso ao diagnóstico ainda é um desafio, já que exames como a tomografia nem sempre estão disponíveis de forma rápida em todas as regiões, o que pode atrasar o início do tratamento.
As consequências do AVC vão além da mortalidade. Muitos sobreviventes ficam com sequelas e passam a depender de cuidados, o que impacta diretamente as famílias e o sistema de saúde. Além disso, cresce o número de casos entre pessoas mais jovens, mostrando que a doença não atinge apenas idosos.
O tratamento também gera altos custos para o sistema público, com milhares de internações e uso frequente de unidades de terapia intensiva.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de investir em prevenção, diagnóstico rápido e acesso à reabilitação. A conscientização da população sobre os sinais e fatores de risco é considerada fundamental para reduzir os impactos da doença, que, apesar de grave, pode ser evitada em muitos casos.
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