Variedades • 19:31h • 07 de janeiro de 2026
Automação demais pode empobrecer o aprendizado, veja como reagir
Automação excessiva e consumo passivo de tecnologia podem limitar curiosidade, repertório e capacidade de improviso
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
A digitalização tornou a rotina mais rápida e previsível. Compras chegam em poucos cliques, conteúdos são recomendados automaticamente e decisões cotidianas passam, cada vez mais, pelo filtro de algoritmos. Embora esse cenário traga conveniência, especialistas alertam que ele também pode reduzir a exposição ao inesperado e empobrecer os processos de aprendizagem.
O ponto central do debate não está na tecnologia em si, mas no comportamento que ela induz quando elimina fricções do cotidiano. Situações de dúvida, improviso e descoberta passam a ocorrer com menos frequência, enquanto preferências conhecidas são constantemente reforçadas. O resultado é um ambiente confortável, porém menos fértil para o desenvolvimento cognitivo e criativo.
Para Conrado Schlochauer, especialista em aprendizagem contínua e autor best-seller, a conveniência digital encurta o acesso à informação, mas pode alongar a distância até o aprendizado real. Segundo ele, quando tudo está pronto e automatizado, perde-se o treino de organizar raciocínios, lidar com ambiguidade e construir pensamento próprio. O conhecimento passa pelos olhos, mas nem sempre se fixa.
A seguir, cinco passos práticos para ampliar o aprendizado no cotidiano e reduzir a dependência da chamada “zona de conforto” digital.
Variar fontes de informação
Buscar autores, temas e formatos fora do habitual amplia o repertório e estimula novas conexões mentais. O contato com perspectivas diferentes ajuda a questionar certezas, evita visões repetitivas e favorece soluções mais criativas para problemas complexos.
Criar momentos sem dispositivos
Reservar pequenos períodos sem celular ou redes sociais permite que a mente organize informações e reflita sobre experiências recentes. Essas pausas favorecem a consolidação do aprendizado e ajudam a perceber detalhes que passam despercebidos na rotina acelerada.
Explorar ambientes desconhecidos
Participar de atividades em que se é iniciante, como cursos, grupos ou encontros fora do círculo habitual, desenvolve flexibilidade cognitiva. O contato com o novo estimula curiosidade, tolerância à incerteza e capacidade de adaptação, habilidades essenciais em contextos de mudança constante.
Transformar consumo em prática
Informação só se transforma em conhecimento quando é aplicada. Anotar ideias, testar métodos, discutir conceitos ou relacionar aprendizados com situações reais fortalece a compreensão e torna o conteúdo mais significativo e duradouro.
Assumir pequenos improvisos diários
Mudar rotinas, testar caminhos alternativos ou resolver situações de forma menos previsível exercita criatividade e raciocínio rápido. O improviso cotidiano expõe o indivíduo a desafios reais e desenvolve confiança para lidar com imprevistos.
O avanço da conveniência digital redefine a forma como as pessoas aprendem. Evitar o inesperado e consumir informação de maneira passiva pode limitar pensamento crítico e criatividade. Ao buscar experiências novas e transformar conteúdo em prática, é possível manter o aprendizado ativo e o repertório em constante expansão.
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