Saúde • 11:00h • 03 de setembro de 2026
Assis acompanha pacientes com obesidade, mas não informa quantos estão na rede nem o tamanho da fila
Resposta da Prefeitura a requerimento sobre tratamento da obesidade confirma acompanhamento pela rede municipal e possibilidade de adesão a programas com medicamentos à base de GLP-1
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Arquivo/Âncora1
A Prefeitura de Assis informou que não possui um levantamento quantitativo atualizado dos pacientes com obesidade acompanhados pela rede municipal de saúde e que uma eventual fila para atendimento especializado é acompanhada pelos sistemas de regulação municipal e regional, sem apresentar o número de pessoas à espera. As informações constam da resposta do Executivo ao Requerimento 605/2026, apresentado pelo vereador Edson de Souza, Pastor Edinho, com perguntas sobre atendimento, tratamento e possível uso de medicamentos à base de GLP-1 no SUS municipal.
A resposta chama atenção justamente pelo contraste entre o acompanhamento informado pela Secretaria Municipal da Saúde e a ausência de dados consolidados em duas perguntas. Ao ser questionado sobre o número atualizado de pacientes com obesidade, obesidade associada a comorbidades ou indicação para avaliação especializada, o município afirmou que acompanha esses pacientes pela Atenção Primária e pelo grupo especializado da Linha de Cuidado, mas disse que o levantamento quantitativo dependeria de consulta aos sistemas oficiais de informação.
Situação semelhante aparece na pergunta sobre fila de espera para endocrinologia, nutrição, psicologia ou cirurgia bariátrica. A Prefeitura confirmou a existência de demanda e eventual fila para consultas e procedimentos especializados, porém não informou quantas pessoas aguardam atendimento.
Município avalia programas com medicamentos para obesidade
Em relação aos medicamentos à base de GLP-1, classe que inclui fármacos que ganharam espaço no tratamento da obesidade, a Secretaria de Saúde afirmou conhecer um projeto-piloto desenvolvido no Rio Grande do Sul em parceria com o Ministério da Saúde para avaliar o uso da semaglutida em pacientes do SUS.
Atualmente, porém, não há fornecimento regular desses medicamentos para tratamento da obesidade na rede municipal de Assis. Segundo a pasta, uma eventual ampliação do acesso dependerá de decisões e diretrizes do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
A Prefeitura também respondeu que acompanha orientações e políticas estaduais e federais e confirmou que avalia a possibilidade de aderir futuramente a estudos, convênios e programas voltados ao tratamento medicamentoso da obesidade pelo SUS, caso essas iniciativas sejam disponibilizadas.
Rede já possui acompanhamento e encaminhamento para bariátrica
O município também informou possuir estrutura e equipe multiprofissional para acompanhar pacientes que eventualmente venham a utilizar esse tipo de medicamento, incluindo avaliação, prescrição, monitoramento e acompanhamento contínuo.
A rede municipal mantém protocolo para pacientes com obesidade grave ou indicação de tratamento cirúrgico, inclusive cirurgia bariátrica. Os encaminhamentos seguem critérios clínicos, o fluxo de regulação do SUS e a Linha de Cuidado de Sobrepeso e Obesidade do Estado de São Paulo.
Segundo o Executivo, pacientes com obesidade já são acompanhados pela Atenção Primária e pelo Grupo Especializado de Obesidade, com possibilidade de encaminhamento para outros serviços conforme a necessidade clínica.
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