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Educação • 18:42h • 15 de outubro de 2025

As barreiras que afastam meninas da educação no Brasil

Gravidez precoce, desigualdade social e falta de apoio familiar estão entre os principais fatores que impedem a permanência de jovens na escola

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Sing Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1

Educação de meninas: desafios persistem e refletem desigualdade de gênero e ausência de políticas eficazes
Educação de meninas: desafios persistem e refletem desigualdade de gênero e ausência de políticas eficazes

A educação é um dos pilares do desenvolvimento de uma nação. Formar cidadãos e garantir o acesso ao conhecimento é parte essencial de qualquer projeto de futuro. No entanto, o Brasil enfrenta uma crise estrutural e persistente na área, refletida em dados preocupantes: 47% da população avalia a educação como ruim, segundo o Global Education Monitor, e o país ocupa apenas o 53º lugar no ranking da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Essa defasagem, resultado de décadas de negligência, afeta com mais intensidade as meninas brasileiras. Embora o acesso inicial à escola seja semelhante entre meninos e meninas, a permanência das estudantes é muito mais vulnerável. Dados da PNAD Contínua 2024 apontam que a gravidez é o principal fator de evasão escolar feminina, sendo citada por 23,4% das jovens de 14 a 29 anos que deixaram os estudos — um percentual praticamente inalterado desde 2019.

Além da gravidez precoce, as responsabilidades domésticas e a falta de apoio familiar agravam o problema. “É preciso resgatar o papel da família na formação educacional. Quando o adulto responsável — pai, mãe ou cuidador — não orienta e não acompanha o desenvolvimento da jovem, ela busca suporte em espaços que nem sempre têm condições de ajudá-la adequadamente. A ausência dessa base é um dos fatores mais críticos da evasão”, reforça Ane Peloso.

As consequências da evasão são profundas. A falta de escolaridade limita escolhas profissionais, reduz o acesso ao ensino superior e perpetua o ciclo da pobreza. Sem formação adequada, muitas meninas acabam em empregos informais e mal remunerados, o que compromete a independência financeira, a autoestima e a saúde mental, além de aumentar a vulnerabilidade a violência doméstica e exploração.

Para a sociedade, o impacto também é severo: há perda de potencial produtivo, científico e cultural, e a manutenção de estereótipos de gênero que afastam mulheres de áreas como ciência, tecnologia e liderança.

Reverter esse cenário exige ação conjunta do Estado, da sociedade civil e do terceiro setor. Políticas públicas precisam avançar com creches em tempo integral, bolsas permanência, programas de combate à evasão escolar e campanhas sobre gravidez precoce e divisão justa das tarefas domésticas. Ao mesmo tempo, organizações sociais têm papel decisivo ao oferecer apoio pedagógico, orientação profissional e fortalecimento da autoestima de meninas em situação de vulnerabilidade.

“O terceiro setor vai além do apoio complementar ao Estado — ele inova, fiscaliza, mobiliza e transforma realidades”, destaca Ane. “É na convergência entre políticas públicas eficazes e ações sociais transformadoras que reside a chave para reduzir as desigualdades de gênero na educação.”

Garantir que meninas permaneçam na escola e concluam seus estudos é permitir que construam seus próprios projetos de vida e contribuam para um país mais justo, inclusivo e desenvolvido. “A transformação só será possível quando entendermos que investir na educação de meninas não é apenas um ato de justiça social, mas um investimento no futuro do Brasil”, conclui.

Contribuição de Ane Peloso.

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