• Copa de 2026 deve marcar nova era do futebol com inteligência artificial dentro e fora de campo
  • Motorhome em São Paulo: veja destinos, pontos de apoio e orientações para viajar pelo estado
  • Educação SP abre processo seletivo para professores de Ensino Fundamental e Médio
Novidades e destaques Novidades e destaques

Variedades • 14:10h • 20 de setembro de 2024

Arboviroses circulam há mais de 400 anos

As arboviroses são um grupo de doenças virais que são transmitidas principalmente por artrópodes, como mosquitos e carrapatos

Da Redação/Butantan | Foto: Renato Rodrigues

Laboratório de Parasitologia do Instituto Butantan.
Laboratório de Parasitologia do Instituto Butantan.

Os primeiros registros de arboviroses no mundo datam do final do século XVI. Segundo a bióloga e especialista em mosquitos Rafaella Sayuri Ioshino,, acredita-se que inicialmente os arbovírus circulavam no meio silvestre e infectavam mosquitos, aves e pequenos mamíferos. Porém, com o aumento da população e desmatamento, os mosquitos começaram a ter mais contato com humanos, dando início à circulação dos arbovírus no meio urbano.

O vírus da febre amarela foi o primeiro arbovírus descrito no mundo. De origem africana, ele alcançou o Ocidente por meio do tráfico de escravizados a partir do final do século XVI. Possivelmente, a dengue chegou às Américas no mesmo período, mas os primeiros registros formais datam de 1943 no Japão. Outros arbovírus como Zika e chikungunya são mais recentes, descobertos na África em 1947 e 1952, respectivamente.

No Brasil, a primeira epidemia de arbovírus foi causada pela febre amarela no século XVII (1685), na região de Pernambuco, levando à primeira campanha sanitária em 1690. Já os primeiros casos de dengue foram comprovados na década de 1970, enquanto os vírus da chikungunya e Zika só chegaram ao país muito depois, em 2014 e 2015, respectivamente.

Foram séculos até se demonstrar, de fato, que o vetor da dengue – e posteriormente de Zika e chikungunya – era o Ae. aegypti, conhecimento publicado em 1906. “Antigamente, as ferramentas eram bem diferentes e limitadas. Hoje, com o avanço da ciência, conseguimos coletar um mosquito no campo, identificá-lo e determinar com qual vírus ele está infectado”, afirma a especialista.

O Ae. aegypti também foi descrito como vetor da febre amarela urbana, mas esse meio de transmissão não é registrado no Brasil desde 1942. O último surto da doença, ocorrido em 2017, foi considerado de origem silvestre, sendo o vírus transmitido por mosquitos dos gêneros Sabethes e Haemagogus.

“Sem dúvidas, o que controlou a disseminação da febre amarela e reduziu os surtos no Brasil foi a vacinação. A inclusão da vacina no calendário nacional de imunização ajudou a erradicar a circulação do vírus no meio urbano”, destaca a cientista.

Um recente estudo da Universidade Federal do Pará, no entanto, indicou que o Ae. albopictus também é um vetor competente para febre amarela, isto é, o vírus é capaz de infectá-lo em condições laboratoriais. Embora não haja comprovação de infecção natural, a pesquisa acende um alerta para a potencial reemergência da febre amarela urbana, já que o mosquito tem se adaptado às regiões periurbanas.

“Infelizmente, não temos uma ferramenta única capaz de controlar as arboviroses. Em relação à imunização, é necessário ter uma vacina para cada arbovírus. Porém, quando eliminamos o criadouro [água parada], reduzimos a população de várias espécies de mosquitos e, consequentemente, diminuímos a circulação dos arbovírus entre humanos. Então, por que não combinar a vacinação com a retirada dos criadouros? Embora algumas espécies de mosquitos ainda não representem risco para a transmissão de doenças, não precisamos esperar acontecer para começar a tomar providências e se prevenir”, conclui Rafaella.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 20:48h • 07 de junho de 2026

Copa de 2026 deve marcar nova era do futebol com inteligência artificial dentro e fora de campo

Sensores, análise de dados em tempo real, realidade aumentada e sistemas automatizados prometem transformar arbitragem, desempenho dos atletas e a experiência dos torcedores durante o Mundial

Descrição da imagem

Economia • 19:29h • 07 de junho de 2026

Alerta para decisões por impulso: Copa do Mundo 2026 deve impulsionar apostas esportivas

Maior edição da história do torneio pode atrair novos apostadores e ampliar debates sobre comportamento, responsabilidade e controle financeiro

Descrição da imagem

Variedades • 18:53h • 07 de junho de 2026

Da infância à terceira idade: como proteger a saúde da boca ao longo dos anos

Prevenção desde a infância ajuda a evitar problemas que podem afetar alimentação, autoestima, comunicação e qualidade de vida ao longo dos anos

Descrição da imagem

Esporte • 17:31h • 07 de junho de 2026

Unesp Assis abre reta final de inscrições para corrida de 5 km e caminhada da saúde

Evento marcado para agosto terá provas para diferentes públicos, categorias PCD e infantil, além de premiação para equipes e estrutura voltada à promoção da atividade física

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 16:42h • 07 de junho de 2026

Motorhome em São Paulo: veja destinos, pontos de apoio e orientações para viajar pelo estado

Setur-SP destaca rotas, atrativos e estruturas usadas por viajantes que percorrem destinos paulistas em veículos de recreação

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 16:20h • 07 de junho de 2026

Maracaí realiza Arraiá Cultural Paulista com dois dias de festa na Praça Matriz

Evento será realizado nos dias 11 e 12 de junho, na Praça Matriz, reunindo cultura nordestina, tradições juninas e talentos da rede municipal de ensino

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 15:53h • 07 de junho de 2026

O que a cannabis medicinal tem a ver com o intestino? Ciência avança na compreensão dessa relação

Presença de receptores do sistema endocanabinoide no trato gastrointestinal ajuda a explicar o interesse crescente em pesquisas sobre doenças inflamatórias e sintomas digestivos

Descrição da imagem

Educação • 15:19h • 07 de junho de 2026

Educação SP abre processo seletivo para professores de Ensino Fundamental e Médio

A Secretaria da Educação de São Paulo abriu inscrições para o processo seletivo simplificado de professores da rede estadual para o ano letivo de 2027. As vagas são para formação de cadastro reserva nos ensinos Fundamental e Médio

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar