• SP convoca vacinados com dose fracionada em 2018 para reforço contra febre amarela
  • ACIA de Assis define novo horário de atendimento ao público para 2026
  • Semana em Assis terá calor persistente e aumento da chuva a partir de quarta-feira
Novidades e destaques Novidades e destaques

Variedades • 14:10h • 20 de setembro de 2024

Arboviroses circulam há mais de 400 anos

As arboviroses são um grupo de doenças virais que são transmitidas principalmente por artrópodes, como mosquitos e carrapatos

Da Redação/Butantan | Foto: Renato Rodrigues

Laboratório de Parasitologia do Instituto Butantan.
Laboratório de Parasitologia do Instituto Butantan.

Os primeiros registros de arboviroses no mundo datam do final do século XVI. Segundo a bióloga e especialista em mosquitos Rafaella Sayuri Ioshino,, acredita-se que inicialmente os arbovírus circulavam no meio silvestre e infectavam mosquitos, aves e pequenos mamíferos. Porém, com o aumento da população e desmatamento, os mosquitos começaram a ter mais contato com humanos, dando início à circulação dos arbovírus no meio urbano.

O vírus da febre amarela foi o primeiro arbovírus descrito no mundo. De origem africana, ele alcançou o Ocidente por meio do tráfico de escravizados a partir do final do século XVI. Possivelmente, a dengue chegou às Américas no mesmo período, mas os primeiros registros formais datam de 1943 no Japão. Outros arbovírus como Zika e chikungunya são mais recentes, descobertos na África em 1947 e 1952, respectivamente.

No Brasil, a primeira epidemia de arbovírus foi causada pela febre amarela no século XVII (1685), na região de Pernambuco, levando à primeira campanha sanitária em 1690. Já os primeiros casos de dengue foram comprovados na década de 1970, enquanto os vírus da chikungunya e Zika só chegaram ao país muito depois, em 2014 e 2015, respectivamente.

Foram séculos até se demonstrar, de fato, que o vetor da dengue – e posteriormente de Zika e chikungunya – era o Ae. aegypti, conhecimento publicado em 1906. “Antigamente, as ferramentas eram bem diferentes e limitadas. Hoje, com o avanço da ciência, conseguimos coletar um mosquito no campo, identificá-lo e determinar com qual vírus ele está infectado”, afirma a especialista.

O Ae. aegypti também foi descrito como vetor da febre amarela urbana, mas esse meio de transmissão não é registrado no Brasil desde 1942. O último surto da doença, ocorrido em 2017, foi considerado de origem silvestre, sendo o vírus transmitido por mosquitos dos gêneros Sabethes e Haemagogus.

“Sem dúvidas, o que controlou a disseminação da febre amarela e reduziu os surtos no Brasil foi a vacinação. A inclusão da vacina no calendário nacional de imunização ajudou a erradicar a circulação do vírus no meio urbano”, destaca a cientista.

Um recente estudo da Universidade Federal do Pará, no entanto, indicou que o Ae. albopictus também é um vetor competente para febre amarela, isto é, o vírus é capaz de infectá-lo em condições laboratoriais. Embora não haja comprovação de infecção natural, a pesquisa acende um alerta para a potencial reemergência da febre amarela urbana, já que o mosquito tem se adaptado às regiões periurbanas.

“Infelizmente, não temos uma ferramenta única capaz de controlar as arboviroses. Em relação à imunização, é necessário ter uma vacina para cada arbovírus. Porém, quando eliminamos o criadouro [água parada], reduzimos a população de várias espécies de mosquitos e, consequentemente, diminuímos a circulação dos arbovírus entre humanos. Então, por que não combinar a vacinação com a retirada dos criadouros? Embora algumas espécies de mosquitos ainda não representem risco para a transmissão de doenças, não precisamos esperar acontecer para começar a tomar providências e se prevenir”, conclui Rafaella.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Economia • 14:35h • 26 de janeiro de 2026

IA é a principal preocupação de segurança para os negócios no Brasil

Ferramenta pode trazer riscos operacionais, legais e reputacionais

Descrição da imagem

Saúde • 14:03h • 26 de janeiro de 2026

Maracaí abre cadastro para cirurgias de laqueadura e vasectomia pelo SUS

Secretaria de Saúde e Hospital de Maracaí recebem inscrições on-line para procedimentos de planejamento familiar

Descrição da imagem

Educação • 13:44h • 26 de janeiro de 2026

USP promove curso gratuito de astronomia para professores do ensino médio

Professores de Física, Matemática e Química podem se inscrever até o dia 30 de janeiro para participar do curso on-line do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 13:14h • 26 de janeiro de 2026

Mutirão de castração para cães e gatos acontece em Palmital nos dias 29 e 30 de janeiro

Ação será realizada na Praça Santo Antônio, com inscrição obrigatória on-line ou presencial e início dos atendimentos a partir das 8h

Descrição da imagem

Saúde • 12:30h • 26 de janeiro de 2026

SP convoca vacinados com dose fracionada em 2018 para reforço contra febre amarela

População deve procurar as UBSs para verificar situação vacinal

Descrição da imagem

Cidades • 12:02h • 26 de janeiro de 2026

ACIA de Assis define novo horário de atendimento ao público para 2026

Associação passa a atender de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h; Sebrae Aqui mantém funcionamento no período da manhã

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 11:44h • 26 de janeiro de 2026

Mesmo com chuvas e leve melhora, mananciais ainda exigem economia de água

População deve fazer uso consciente adotando medidas como banhos mais curtos e controle de vazamentos

Descrição da imagem

Educação • 11:09h • 26 de janeiro de 2026

Inscrições para oficinas culturais do CIEC 2026 começam nesta segunda-feira em Tarumã

Vagas para música, dança, teatro e canto coral estão abertas de 26 a 30 de janeiro, com inscrições presenciais no CIEC

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar