• Carnaval: Procon-SP dá dicas sobre lazer, compras e viagens
  • Dia das Mulheres na Ciência: apenas 33% dos pesquisadores no mundo são mulheres, aponta ONU
  • IPVA 2026: Governo de SP retoma calendário de fevereiro na quinta-feira (12); veja datas
Novidades e destaques Novidades e destaques

Variedades • 14:10h • 20 de setembro de 2024

Arboviroses circulam há mais de 400 anos

As arboviroses são um grupo de doenças virais que são transmitidas principalmente por artrópodes, como mosquitos e carrapatos

Da Redação/Butantan | Foto: Renato Rodrigues

Laboratório de Parasitologia do Instituto Butantan.
Laboratório de Parasitologia do Instituto Butantan.

Os primeiros registros de arboviroses no mundo datam do final do século XVI. Segundo a bióloga e especialista em mosquitos Rafaella Sayuri Ioshino,, acredita-se que inicialmente os arbovírus circulavam no meio silvestre e infectavam mosquitos, aves e pequenos mamíferos. Porém, com o aumento da população e desmatamento, os mosquitos começaram a ter mais contato com humanos, dando início à circulação dos arbovírus no meio urbano.

O vírus da febre amarela foi o primeiro arbovírus descrito no mundo. De origem africana, ele alcançou o Ocidente por meio do tráfico de escravizados a partir do final do século XVI. Possivelmente, a dengue chegou às Américas no mesmo período, mas os primeiros registros formais datam de 1943 no Japão. Outros arbovírus como Zika e chikungunya são mais recentes, descobertos na África em 1947 e 1952, respectivamente.

No Brasil, a primeira epidemia de arbovírus foi causada pela febre amarela no século XVII (1685), na região de Pernambuco, levando à primeira campanha sanitária em 1690. Já os primeiros casos de dengue foram comprovados na década de 1970, enquanto os vírus da chikungunya e Zika só chegaram ao país muito depois, em 2014 e 2015, respectivamente.

Foram séculos até se demonstrar, de fato, que o vetor da dengue – e posteriormente de Zika e chikungunya – era o Ae. aegypti, conhecimento publicado em 1906. “Antigamente, as ferramentas eram bem diferentes e limitadas. Hoje, com o avanço da ciência, conseguimos coletar um mosquito no campo, identificá-lo e determinar com qual vírus ele está infectado”, afirma a especialista.

O Ae. aegypti também foi descrito como vetor da febre amarela urbana, mas esse meio de transmissão não é registrado no Brasil desde 1942. O último surto da doença, ocorrido em 2017, foi considerado de origem silvestre, sendo o vírus transmitido por mosquitos dos gêneros Sabethes e Haemagogus.

“Sem dúvidas, o que controlou a disseminação da febre amarela e reduziu os surtos no Brasil foi a vacinação. A inclusão da vacina no calendário nacional de imunização ajudou a erradicar a circulação do vírus no meio urbano”, destaca a cientista.

Um recente estudo da Universidade Federal do Pará, no entanto, indicou que o Ae. albopictus também é um vetor competente para febre amarela, isto é, o vírus é capaz de infectá-lo em condições laboratoriais. Embora não haja comprovação de infecção natural, a pesquisa acende um alerta para a potencial reemergência da febre amarela urbana, já que o mosquito tem se adaptado às regiões periurbanas.

“Infelizmente, não temos uma ferramenta única capaz de controlar as arboviroses. Em relação à imunização, é necessário ter uma vacina para cada arbovírus. Porém, quando eliminamos o criadouro [água parada], reduzimos a população de várias espécies de mosquitos e, consequentemente, diminuímos a circulação dos arbovírus entre humanos. Então, por que não combinar a vacinação com a retirada dos criadouros? Embora algumas espécies de mosquitos ainda não representem risco para a transmissão de doenças, não precisamos esperar acontecer para começar a tomar providências e se prevenir”, conclui Rafaella.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Saúde • 10:36h • 11 de fevereiro de 2026

Anvisa emite alerta para risco de pancreatite aguda associada ao uso indevido de canetas emagrecedoras

Reação adversa é prevista em bula, mas uso fora das indicações autorizadas aumenta riscos

Descrição da imagem

Esporte • 10:14h • 11 de fevereiro de 2026

Paresp 2026: abertas as inscrições para os Jogos Paralímpicos do Estado de SP

Competição antecipa calendário e terá início em abril; prazo para inscrições vai até 2 de março

Descrição da imagem

Saúde • 09:51h • 11 de fevereiro de 2026

Vírus Nipah: por que o potencial de mutação acende o alerta global

Alta letalidade, adaptação entre espécies e novos surtos mantêm o patógeno no radar da ciência e das autoridades sanitárias

Descrição da imagem

Variedades • 09:04h • 11 de fevereiro de 2026

Do 193 ao helicóptero: a logística dos bombeiros que salva vidas no Litoral

O trabalho é coordenado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), que atua desde o primeiro chamado ao telefone 193 até o encaminhamento da vítima para atendimento hospitalar

Descrição da imagem

Mundo • 08:43h • 11 de fevereiro de 2026

Carnaval: Procon-SP dá dicas sobre lazer, compras e viagens

Orientações podem auxiliar consumidor a aproveitar melhor o feriado

Descrição da imagem

Saúde • 08:21h • 11 de fevereiro de 2026

SP inicia campanha com a Butantan-DV e distribui vacina a todos os municípios

Imunizante 100% brasileiro será destinado a profissionais da Atenção Primária à Saúde, grupo prioritário no país

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 08:08h • 11 de fevereiro de 2026

Dia das Mulheres na Ciência: apenas 33% dos pesquisadores no mundo são mulheres, aponta ONU

Dados da ONU mostram que apenas um terço dos pesquisadores no mundo são mulheres

Descrição da imagem

Mundo • 07:49h • 11 de fevereiro de 2026

IPVA 2026: Governo de SP retoma calendário de fevereiro na quinta-feira (12); veja datas

Segundo ciclo do IPVA é destinado ao pagamento da segunda parcela ou a quitação integral sem desconto

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar