Saúde • 08:23h • 08 de abril de 2026
Anvisa reforça fiscalização de canetas emagrecedoras manipuladas
Objetivo é coibir a importação e o uso irregular das substâncias
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou novas medidas para reforçar o controle sanitário de medicamentos injetáveis agonistas do receptor GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras.
O plano prevê ações para combater irregularidades na importação de insumos farmacêuticos ativos e na manipulação de substâncias como semaglutida, tirzepatida e liraglutida em farmácias de manipulação.
Segundo a agência, o volume de insumos importados tem sido incompatível com a demanda do mercado. Apenas no segundo semestre de 2025, foram importados 130 quilos de matéria-prima, quantidade suficiente para produzir cerca de 25 milhões de doses. Em 2026, inspeções realizadas em farmácias e importadoras resultaram na interdição de oito empresas por falhas técnicas e ausência de controle de qualidade.
A Anvisa afirma que o objetivo não é proibir a manipulação desses medicamentos, mas coibir irregularidades e garantir a segurança da população. A agência também observa aumento de relatos de efeitos adversos e do uso fora das indicações aprovadas, especialmente para emagrecimento sem necessidade clínica.
Entre os principais riscos identificados estão falhas na esterilização, deficiência no controle de qualidade, uso de insumos sem origem comprovada e produção sem prescrição individualizada. Também foram constatados uso indevido de nomes comerciais e venda de produtos sem registro.
Para enfrentar o problema, o plano inclui revisão de normas sobre importação e manipulação, fortalecimento da fiscalização, intensificação de inspeções e ampliação do monitoramento de eventos adversos. A agência também pretende aprimorar o controle sobre a entrada de insumos no país e reforçar a cooperação com entidades médicas e órgãos nacionais e internacionais.
Outra frente envolve priorizar a análise de pedidos de registro desses medicamentos, ampliando a oferta de produtos regularizados. Atualmente, há diversos pedidos em avaliação.
A estratégia também prevê ações de comunicação para orientar a população sobre os riscos do uso indiscriminado e esclarecer regras sobre a manipulação desses produtos.
Por fim, a Anvisa criou um grupo de trabalho para acompanhar e avaliar continuamente as medidas adotadas, com foco em garantir mais segurança, qualidade e transparência no uso dessas substâncias.
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