Saúde • 13:35h • 27 de outubro de 2026
Anvisa amplia validade do Implanon de três para cinco anos e autoriza uso logo após o parto
Implante contraceptivo hormonal poderá oferecer proteção por mais dois anos sem necessidade de troca; decisão também contempla a inserção imediatamente após o aborto
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Anvisa | Foto: Divulgação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na segunda-feira, 26 de outubro, a ampliação do período de eficácia contraceptiva do Implanon NXT, implante hormonal de etonogestrel utilizado para prevenir a gravidez. Com a decisão, o prazo autorizado de uso contínuo passa de três para cinco anos, permitindo que uma única inserção ofereça proteção contraceptiva por mais tempo, sem necessidade de substituição durante esse período.
A mudança foi autorizada após a análise de estudos clínicos que demonstraram a manutenção da eficácia e um perfil de segurança favorável durante o quarto e o quinto anos de utilização. No principal estudo apresentado à agência, não foram registradas gestações durante o período adicional de acompanhamento.
A ampliação também acompanha decisões de autoridades regulatórias de outros países, como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, que já autorizaram o uso do implante por até cinco anos.
Implante também poderá ser colocado imediatamente após o parto
Outra mudança aprovada pela Anvisa permite a inserção do Implanon imediatamente após o parto, além da colocação logo após o aborto, incluindo situações ocorridas no primeiro e no segundo trimestres de gestação.
A autorização considera evidências científicas e dados de segurança avaliados pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA). A possibilidade de inserção imediata pode facilitar o acesso ao contraceptivo e reduzir o risco de gestações não planejadas após a alta hospitalar.
Como funciona o Implanon
O Implanon NXT é um implante contraceptivo inserido sob a pele que libera continuamente o hormônio etonogestrel, pertencente à classe dos progestagênios.
Sua ação ocorre principalmente pela inibição da ovulação e pelo espessamento do muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides.
A atualização aprovada pela Anvisa está prevista na Resolução RE nº 4.184/2026, publicada no Diário Oficial da União.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos