Variedades • 19:33h • 31 de agosto de 2026
Antes de confiar no anel inteligente para cuidar da saúde, veja o alerta feito pela Anvisa
Equipamentos disponíveis no mercado não devem ser usados para confirmar doenças, mudar medicamentos ou substituir exames e avaliação de profissionais de saúde
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Anvisa | Foto: Âncora1
Anéis inteligentes ganharam espaço entre pessoas que querem acompanhar sono, frequência cardíaca e outros dados do organismo, mas as informações exibidas no celular não devem ser interpretadas como diagnóstico médico. A Anvisa alerta que esses dispositivos, em geral, são desenvolvidos como acessórios de bem-estar e apoio a atividades esportivas, e não para confirmar ou descartar doenças.
A diferença está justamente na finalidade. Quando um equipamento ou software mede parâmetros fisiológicos de uso tipicamente clínico ou auxilia diagnósticos, precisa ser regularizado pela Anvisa. Entre esses parâmetros estão pressão arterial, oximetria, glicemia, eletrocardiograma e notificações de ritmo cardíaco irregular, além de alertas relacionados a possíveis enfermidades.
Essa exigência existe porque uma medição incorreta pode levar a decisões de saúde igualmente incorretas. Na glicemia, por exemplo, a própria Agência cita o risco de uma leitura imprecisa influenciar o uso inadequado de insulina.
Anéis inteligentes não dão diagnóstico e resultado “normal” não descarta doença, alerta Anvisa | Imagem: Reprodução/Anúncios
Glicose e oximetria exigem atenção especial
Segundo a Anvisa, não existem atualmente smartwatches ou anéis vestíveis autorizados pela Agência para medição não invasiva de glicose ou oximetria. Isso significa que a capacidade desses produtos para realizar essas medições ainda não foi comprovada pelos fabricantes nas condições exigidas pela autoridade sanitária.
No caso dos anéis, muitas vezes não é o acessório físico que aparece entre os produtos regularizados. Dependendo da finalidade, são os aplicativos ou softwares responsáveis por processar os dados coletados e fornecer a informação clínica que precisam passar pela regularização.
Até o momento, a Anvisa informa não possuir software médico regularizado especificamente para trabalhar somente com dados provenientes de anéis inteligentes, embora alguns softwares já regularizados possam utilizar informações desses dispositivos.

Anel inteligente vendido principalmente em plataformas online e prometem entregar dados de saúde; Anvisa alerta usuários sobre as informações
Resultado “normal” também não descarta problema de saúde
O cuidado vale nos dois sentidos. Um alerta emitido pelo anel não significa necessariamente que o usuário esteja doente, enquanto uma medição apresentada como normal não garante a ausência de um problema de saúde.
Por isso, os dados desses dispositivos não devem servir para iniciar tratamentos, alterar medicamentos ou substituir exames e avaliações de profissionais habilitados.
Antes de comprar um produto anunciado com funções médicas, o consumidor pode verificar sua situação diretamente na consulta de dispositivos médicos da Anvisa. A regularização é o processo que avalia requisitos de segurança, qualidade e desempenho necessários para a finalidade médica anunciada.
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