Economia • 09:24h • 25 de abril de 2026
Aluguel dispara no Brasil e reflete mudanças no perfil das famílias
Número de moradias alugadas cresce mais de 50% em menos de uma década e acompanha transformações demográficas, econômicas e no modo de viver dos brasileiros
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações do IBGE | Foto: Arquivo Âncora1
O Brasil chegou a 79,3 milhões de domicílios particulares permanentes em 2025, um crescimento de 18,9% em relação a 2016. Entre os diferentes tipos de moradia, o aluguel foi o que mais avançou no período, com alta de 54,1%, saltando de 12,2 milhões para 18,9 milhões de unidades, segundo dados da PNAD Contínua, divulgada pelo IBGE.
O aumento expressivo indica uma mudança no comportamento da população. Atualmente, quase um em cada quatro domicílios no país é alugado, enquanto a proporção de imóveis próprios já quitados caiu para 60,2%. Já as moradias próprias ainda em pagamento cresceram 31,2% no período, mas em ritmo inferior ao do aluguel.
Além do avanço no número de residências, o levantamento mostra mudanças no perfil habitacional. As casas ainda predominam, representando 82,7% dos domicílios, mas os apartamentos tiveram crescimento mais acelerado, com alta de 48,7% em nove anos.
A infraestrutura também apresentou evolução. Em 2025, 86,1% das residências tinham acesso à rede geral de água, e quase a totalidade contava com energia elétrica. No entanto, persistem desigualdades, principalmente nas áreas rurais, onde apenas 8,9% dos domicílios estão conectados à rede de esgoto.
Outro ponto de atenção é o destino do lixo: cerca de 4,8 milhões de domicílios ainda utilizam a queima como forma de descarte, prática mais comum nas regiões Norte e Nordeste.
O estudo também revela transformações no perfil da população. O país está envelhecendo: a parcela de pessoas com 60 anos ou mais subiu de 11,3% em 2012 para 16,6% em 2025. Ao mesmo tempo, houve redução no número de jovens, tanto em participação quanto em volume absoluto.
Essa mudança impacta diretamente a configuração das moradias. Os domicílios com apenas um morador cresceram significativamente, passando de 12,2% para 19,7% — um aumento de 8,2 milhões de unidades. Entre os homens que vivem sozinhos, predomina a faixa de 30 a 59 anos, enquanto entre as mulheres a maioria tem 60 anos ou mais.
A pesquisa aponta ainda melhorias nas condições internas das residências, como o aumento do uso de materiais mais adequados em pisos e paredes, além da maior presença de eletrodomésticos, especialmente máquinas de lavar roupa.
Os dados refletem um país em transformação, com novas dinâmicas familiares, envelhecimento populacional e mudanças no acesso à moradia — fatores que ajudam a explicar o crescimento acelerado do mercado de aluguel no Brasil.
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