Economia • 15:06h • 11 de setembro de 2026
Alerta grave para quem paga compras com Pix: novo golpe altera QR Code e pode desviar dinheiro
Procon-SP alerta que fraude em lojas virtuais também consegue modificar o código do Pix “copia e cola”; consumidor deve conferir nome e CNPJ do destinatário antes de autorizar qualquer pagamento
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria de Imprensa do Procon | Foto: Arquivo/Âncora1
Um novo golpe identificado em compras pela internet acendeu o alerta do Procon-SP: criminosos conseguem alterar o QR Code do Pix exibido na página de pagamento de lojas virtuais, fazendo com que o dinheiro seja enviado para uma conta diferente daquela que deveria receber pela compra. A fraude também pode atingir o código utilizado na modalidade “copia e cola”, exigindo uma conferência adicional antes de o consumidor autorizar a transferência.
O perigo está justamente na aparência de normalidade da operação. O consumidor escolhe o produto, chega à etapa de pagamento e encontra um QR Code ou código Pix aparentemente relacionado à compra. Se houver adulteração, porém, a transferência poderá ter como destinatário uma conta sem relação com a loja.
Por isso, conferir apenas se o valor está correto não é suficiente. A orientação do Procon-SP é verificar, dentro do próprio aplicativo bancário e antes da confirmação, quem efetivamente receberá aquele dinheiro.
Antes de confirmar o Pix, pare e confira o destinatário
Ao escanear o QR Code ou inserir o Pix “copia e cola”, o consumidor deve observar o nome e o CNPJ apresentados pelo banco e verificar se correspondem à empresa em que está fazendo a compra.
Há situações em que o pagamento é processado por uma instituição de meios de pagamento. Nesses casos, os dados exibidos precisam corresponder corretamente à empresa ou instituição indicada durante o processo de compra.
Se aparecer um nome desconhecido, um CNPJ diferente ou qualquer destinatário que não tenha relação com a loja ou com a instituição responsável pelo processamento, o Pix não deve ser concluído.
Essa verificação é especialmente importante porque a adulteração ocorre justamente no meio utilizado para direcionar a transferência. O QR Code pode estar na página da compra e, ainda assim, conduzir o dinheiro para um destinatário diferente.
Novo golpe do Pix altera QR Code de compras online e pode mandar seu dinheiro para criminosos
Pagou e percebeu que o dinheiro foi para outra conta? Aja imediatamente
Quem perceber que concluiu um Pix para um destinatário diferente daquele relacionado à compra deve entrar imediatamente em contato com o banco ou instituição de pagamento.
A orientação é informar que a operação está relacionada a um golpe, solicitar a contestação da transferência e pedir a devolução dos valores pelo Mecanismo Especial de Devolução, o MED 2.0.
O consumidor também deve comunicar o ocorrido à loja onde realizou a compra e preservar os registros. Comprovante do Pix, informações apresentadas durante o pagamento e registros dos contatos realizados com o fornecedor e com a instituição financeira podem ser importantes durante a contestação.
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MED 2.0 amplia prazo para contestação
Segundo o Procon-SP, o Banco Central ampliou recentemente os prazos relacionados ao uso do MED tanto para consumidores quanto para lojistas. O período passou de 30 para 80 dias após o recebimento ou envio da transação equivocada.
A existência desse prazo maior, porém, não significa que seja recomendável esperar. Diante da identificação do golpe, a orientação permanece a mesma: comunicar a instituição financeira imediatamente e iniciar o procedimento de contestação o mais rápido possível.
A principal barreira para evitar que a fraude seja concluída está nos segundos anteriores à autorização. Mesmo quando o QR Code aparece dentro de uma página de compra conhecida, é o destinatário apresentado pelo aplicativo bancário que deve ser conferido antes da confirmação.
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