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Saúde • 15:29h • 13 de maio de 2024

Além dos impactos físicos, sedentarismo também pode estar ligado a aspectos mentais

Especialistas dizem que já existem evidências de redução de sintomas nas doenças mentais a partir da prática de exercícios físicos

Da Redação | Com informações Governo de SP | Foto: Arquivo

O sedentarismo está ligado à maior parte das doenças crônicas existentes
O sedentarismo está ligado à maior parte das doenças crônicas existentes

O Brasil possui um dos maiores índices de sedentarismo da América Latina, com cerca de 47% dos brasileiros não praticando a quantidade de exercícios físicos recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este problema foi exacerbado pela pandemia, aumentando ainda mais o número de indivíduos sedentários no país.

Cláudia Forjaz, professora da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da Universidade de São Paulo, explica que o sedentarismo se divide em duas vertentes: comportamento sedentário — quando o indivíduo passa horas em frente a uma tela, sentado ou deitado — e inatividade física. Forjaz recomenda evitar ambos, limitando o tempo em frente às telas e praticando pelo menos 150 minutos de atividade física por semana.

Relação com comorbidades

O sedentarismo está associado a diversas doenças crônicas, como obesidade, diabetes, hipertensão e dislipidemia, que são fatores de risco para doenças cardiovasculares. "Indivíduos que não praticam atividade física apresentam menor massa muscular, menor força muscular, mais problemas articulares e maior perda de osso, aumentando a chance de desenvolver osteopenia ou osteoporose", comenta Forjaz.

Esses problemas são ainda mais preocupantes em idosos e mulheres, que já possuem naturalmente um sistema musculoesquelético mais frágil.

Além disso, a prática sedentária está relacionada ao aumento de alguns tipos de câncer, como o de cólon e de mama. Forjaz enfatiza que a prática de atividade física ajuda na prevenção desses cânceres e que qualquer nível de atividade física é melhor do que nenhum. "Os benefícios são conseguidos sem que a pessoa precise atingir intensidades elevadas de exercício", acrescenta.

Impactos mentais do sedentarismo

O sedentarismo também está ligado a doenças mentais, como Alzheimer, depressão, ansiedade e outros transtornos do humor.

A prática regular de atividade física pode ajudar na prevenção e tratamento dessas doenças. "Existem evidências de redução de sintomas em doenças mentais a partir da prática de exercícios físicos", afirma Forjaz.

No entanto, os estudos sobre os benefícios específicos dos exercícios físicos para a saúde mental ainda são recentes, o que impede a ciência de determinar com precisão os melhores exercícios para cada caso.

Mesmo assim, qualquer diretriz de tratamento para doenças crônicas inclui a prática regular de atividade física.


Sigmar Malvezzi, professor do Instituto de Psicologia (IP) da USP, afirma que a adaptação ativa ao ambiente é essencial para o bem-estar mental. "O sedentarismo pode levar à depressão e ansiedade porque afasta o indivíduo do mundo", explica.

Ele também comenta que a tecnologia, embora benéfica em muitos aspectos, pode levar à passividade e ao afastamento da interação ativa com o mundo.

A prática de atividade física não é apenas crucial para a saúde física, mas também desempenha um papel importante na saúde mental.

A conscientização sobre os benefícios da atividade física e a implementação de rotinas de exercícios podem ajudar a combater tanto as doenças físicas quanto mentais, promovendo uma melhor qualidade de vida.



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