Responsabilidade Social • 13:01h • 24 de agosto de 2026
Agosto é mesmo o mês do cachorro louco? Entenda de onde vem essa expressão
Período ficou popularmente associado à raiva e ao comportamento dos cães, mas a doença pode ser transmitida durante todo o ano e exige prevenção
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Ecotur | Foto: Arquivo/Âncora1
Agosto carrega há décadas uma expressão conhecida por diferentes gerações: o “mês do cachorro louco”. A associação está ligada à raiva, doença viral grave que acomete mamíferos e pode ser transmitida aos seres humanos principalmente pelo contato da saliva de um animal infectado com ferimentos, como ocorre em mordidas. Apesar da fama do mês, o risco de transmissão não está restrito a essa época do ano.
A explicação tradicional para o apelido relaciona agosto a mudanças no comportamento reprodutivo dos cães, com maior aproximação entre os animais e, consequentemente, mais oportunidades para brigas e mordidas. Foi essa relação que ajudou a consolidar popularmente a ideia do “cachorro louco” justamente neste período.
A raiva atinge o sistema nervoso central e pode infectar diferentes mamíferos, entre eles cães, gatos, morcegos, bovinos, equinos, suínos e animais silvestres. Por poder passar dos animais para os seres humanos, é classificada como uma zoonose.
Morcegos também estão no ciclo da raiva
Embora cães sejam os protagonistas da expressão popular, o material destaca os morcegos como importantes transmissores da raiva entre animais no Brasil. Cães e gatos, pela proximidade cotidiana com as pessoas, também merecem atenção especial na prevenção da transmissão aos seres humanos.
A principal forma de entrada do vírus no organismo ocorre pela pele, especialmente após mordida de um animal infectado que esteja eliminando o agente pela saliva. Por isso, episódios envolvendo animais com suspeita da doença exigem atenção.
A vacinação dos animais é uma das medidas apontadas para prevenção. Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News, reforça a necessidade de acompanhamento da saúde dos pets e de orientação profissional para definir corretamente a imunização.
Prevenção não termina quando agosto acaba
A força da expressão “mês do cachorro louco” pode servir como um lembrete para os cuidados, mas não significa que a raiva seja uma preocupação exclusiva de agosto. A possibilidade de transmissão existe durante todo o ano.
Diante de dúvidas sobre vacinação ou sobre as condições de saúde do animal, a recomendação é procurar orientação veterinária. Manter os cuidados preventivos é fundamental tanto para a proteção dos animais quanto das pessoas que convivem com eles.
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