Educação • 15:18h • 23 de fevereiro de 2026
Accura anuncia escola para formar profissionais no mercado de cannabis medicinal
Projeto prevê capacitação técnica para pacientes, associações e indústria após decisão do STJ sobre cultivo no Brasil
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria | Foto: Divulgação
A associação Accura anunciou o lançamento de uma escola voltada à formação técnica e à educação sobre cannabis, com início previsto para o primeiro semestre de 2026. A iniciativa surge após decisão do Superior Tribunal de Justiça, STJ, que autorizou o cultivo de cannabis para fins medicinais no Brasil e determinou que o Ministério da Agricultura e Pecuária e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, regulamentem a produção industrial.
A decisão judicial gerou controvérsia ao deixar as associações de pacientes fora do escopo inicial. Posteriormente, após a posse do diretor da quinta diretoria da Anvisa, Thiago Campos, em setembro, o tema voltou à discussão. Ele se reuniu com entidades do setor e solicitou mais tempo para construir uma regulamentação que contemple diferentes segmentos.
Profissionalização do setor
Com a abertura para regulamentação do cultivo, a Accura avalia que há espaço para profissionalização da mão de obra no setor. A proposta da escola é capacitar pacientes, associações e também profissionais interessados em atuar na cadeia produtiva da cannabis medicinal.
A presidente da Accura, Paula Cardoso Zomignani, afirmou que a decisão reforça a necessidade de formação qualificada e destacou que ainda não há mão de obra estruturada para atender à demanda que pode surgir com a regulamentação.
Da atuação associativa à formação técnica
A Accura foi criada em 2017, quando Paula e outros membros iniciaram a produção artesanal de óleo para atender necessidades familiares. Com o tempo, a associação passou a organizar mutirões para orientar pacientes sobre cultivo e medicina canabinoide.
Segundo a presidente, nos primeiros anos as atividades envolveram pequenas produções e ações educativas voltadas à autonomia dos pacientes. A experiência levou ao desenvolvimento de metodologias próprias e à publicação de um livro sobre extrações em baixas temperaturas.
Ela afirma que a entidade não pretende se tornar uma grande associação, mas priorizar a educação no cenário da cannabis medicinal.
Estrutura e formato da escola
O projeto da escola terá cinco frentes principais: formação do paciente, associativismo, cultivo, extrações e mercado de oportunidades. A proposta é oferecer capacitação sobre plantio, manuseio da planta, técnicas de extração e aspectos de mercado.
O modelo será híbrido, com aulas online para alcance nacional e workshops presenciais na sede da Accura, que conta com estrutura de cultivo e laboratório. A associação informou que a plataforma digital está em desenvolvimento e que as gravações das aulas já começaram, com previsão de lançamento ainda no primeiro semestre de 2026.
A iniciativa ocorre em um momento de discussão regulatória e pode influenciar a estruturação de um novo segmento produtivo no país, caso a regulamentação avance nos próximos meses.
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