Variedades • 19:37h • 16 de fevereiro de 2026
A diferença entre ouvir e escutar pode mudar a relação com seus filhos
Reflexão de Thelma Nascimento destaca que escuta verdadeira exige atenção plena e fortalece o desenvolvimento emocional
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da LC Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1
A dificuldade de diálogo entre pais e filhos é uma das queixas mais frequentes nas famílias contemporâneas. Segundo a educadora Thelma Nascimento, o problema pode estar menos na falta de comunicação e mais na qualidade da escuta. Para ela, ouvir é diferente de escutar, e essa distinção impacta diretamente o vínculo afetivo e o desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes.
Thelma explica que ouvir é um ato físico, automático, que pode ocorrer enquanto o adulto está distraído com o celular, preocupações ou tarefas. Já escutar implica presença real, interrupção do próprio ritmo e atenção direcionada ao outro. Ela afirma que crianças e adolescentes percebem quando a escuta é superficial e que, ao não se sentirem verdadeiramente vistos, podem reagir com irritação, choro ou silêncio.
De acordo com a autora, o que muitas vezes é interpretado como birra pode ser resultado de frustração acumulada. A diferença entre ouvir e escutar, segundo ela, está na postura. Escutar envolve olhar nos olhos, permitir que a criança conclua o raciocínio, acolher sem julgamento imediato e evitar respostas automáticas.
A perspectiva apresentada por Thelma Nascimento dialoga com estudos sobre desenvolvimento emocional, que indicam que o cérebro infantil ainda está em formação, especialmente nas áreas ligadas à autorregulação. Nesse contexto, crianças e adolescentes sentem antes de conseguir explicar o que acontece internamente. Quando encontram pressa ou impaciência, podem internalizar emoções ou intensificá-las como forma de serem percebidos.
Thelma Nascimento, autora do livro "Me Escuta?" | Imagem: Divulgação
A educadora destaca que escutar não significa resolver todos os problemas ou oferecer soluções imediatas. Muitas vezes, trata-se apenas de estar presente. Esse gesto, ainda que simples, comunica segurança emocional e reforça o sentimento de pertencimento.
Thelma também aponta que a prática da escuta convida os adultos a refletirem sobre suas próprias experiências. Reações automáticas podem estar relacionadas a vivências da própria infância, quando emoções não eram acolhidas com atenção.
Para ela, o desafio é direto: ao ouvir uma criança, deixar o celular de lado, respirar e acompanhar até o fim o que está sendo dito, sem interromper ou minimizar. A presença, segundo sua reflexão, é um elemento estruturante das relações familiares e pode marcar de forma duradoura a memória afetiva.
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