Variedades • 16:11h • 07 de setembro de 2026
75% dos brasileiros já desistiram de comprar em lojas por insegurança, aponta estudo
Bares e lojas de rua lideram percepção de vulnerabilidade, enquanto falta de vigilantes aparece como principal fator de insegurança nos estabelecimentos comerciais
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação/Verisure
A sensação de insegurança já levou 75% dos brasileiros entrevistados a desistirem pelo menos uma vez de realizar uma compra presencial, segundo levantamento da Verisure. O estudo mostra ainda que 33,8% afirmam se sentir cada vez menos seguros dentro de estabelecimentos comerciais, mesmo diante da redução dos roubos registrada no país.
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam 22.937 roubos em estabelecimentos comerciais em 2025, queda de 18% em relação ao ano anterior. A percepção dos consumidores, porém, também é influenciada por experiências pessoais: 49,6% dos participantes da pesquisa disseram já ter presenciado furto ou roubo em um estabelecimento, enquanto 28% relataram ter sido vítimas e 15,6% presenciaram tentativas de invasão.
Bares e lojas de rua lideram ranking de insegurança
Entre os dez tipos de estabelecimentos avaliados, bares aparecem em primeiro lugar, citados por 55,2% dos entrevistados, praticamente empatados com as lojas de rua, com 55%. Na sequência estão postos de combustível, com 49%, e bancos, com 46,4%.
A percepção diminui entre lojas de conveniência, citadas por 30,8%, shopping centers, por 20,8%, supermercados e hipermercados, por 19,4%, restaurantes, por 19,2%, farmácias, por 18,2%, e padarias, que aparecem na última posição do ranking, com 16,4%.
Os arredores também interferem nessa avaliação. 45,2% dos entrevistados disseram se sentir inseguros em estacionamentos de estabelecimentos comerciais, indicando que a preocupação não se limita ao momento em que o consumidor está dentro do local.

Falta de vigilantes é o fator que mais pesa
A pesquisa também perguntou quais características mais contribuem para a sensação de insegurança. A falta de vigilantes e seguranças liderou com 68,8%, seguida pelo histórico de ocorrências no estabelecimento ou na região, apontado por 49,2%, e pela grande circulação de pessoas, com 47,4%.
O pouco controle de entrada e saída foi citado por 38,4%, enquanto 37% mencionaram a ausência de câmeras, sensores, alarmes ou outras soluções de monitoramento. Iluminação inadequada apareceu com 32,4% e presença insuficiente de funcionários, com 21,2%.

“Quando uma pessoa deixa de comprar presencialmente em certos locais por se sentir insegura, muitas vezes essa percepção ultrapassa o momento da ocorrência e influencia a forma como ela se relacionará com aquele estabelecimento dali para frente”, afirma Rodrigo Monteiro, diretor de Marketing da Verisure.
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