Mundo • 16:06h • 17 de maio de 2026
10 mitos e verdades sobre visto americano: o que realmente pesa na aprovação para entrar nos EUA
Especialista explica os critérios avaliados pelos consulados e alerta para erros comuns que podem comprometer entrevistas de brasileiros
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Com a proximidade da Copa do Mundo de 2026, a procura por vistos americanos voltou a crescer entre brasileiros interessados em viajar aos Estados Unidos. Segundo dados do National Travel and Tourism Office (NTTO), órgão oficial do governo norte-americano, cerca de 1,9 milhão de brasileiros visitaram o país em 2025, mantendo o Brasil entre os principais emissores de turistas para os EUA.
O aumento na demanda também levou o governo americano a anunciar prioridade no agendamento de entrevistas para torcedores durante o período da Copa. Em meio à corrida pelos vistos, dúvidas, inseguranças e informações equivocadas continuam cercando o processo consular.
Apesar da quantidade de crenças espalhadas nas redes sociais, especialistas explicam que a análise costuma seguir critérios mais objetivos do que muita gente imagina. O principal ponto avaliado pelas autoridades americanas é a capacidade do solicitante de comprovar vínculos reais com o Brasil e demonstrar que retornará ao país após a viagem.
Para a advogada Ingrid Domingues-McConville, especialista em imigração empresarial e familiar nos Estados Unidos há mais de 30 anos, a decisão não depende de um único fator isolado. “A decisão não é baseada em um único fator, mas no conjunto da vida da pessoa. O agente consular quer entender se aquele candidato tem vínculos reais com o país de origem”, explica.
O que realmente pesa na análise do visto americano
Entre os principais pontos avaliados pelos consulados estão estabilidade profissional, renda compatível, histórico migratório e coerência nas respostas durante a entrevista. Ter emprego fixo, empresa própria ou vínculos familiares sólidos no Brasil costuma ajudar na análise. Já respostas contraditórias, insegurança ou informações inconsistentes podem prejudicar a percepção de credibilidade do solicitante.
A especialista também reforça que saldo bancário elevado, sozinho, não garante aprovação. “A condição financeira ajuda a demonstrar que a pessoa pode custear a viagem, mas não prova que ela vai retornar. Estabilidade é mais relevante do que saldo bancário”, afirma.
Outro ponto que costuma gerar dúvidas é a presença de familiares vivendo nos Estados Unidos. Segundo Ingrid, isso não impede a aprovação, mas pode gerar questionamentos adicionais durante a entrevista. “Pode gerar questionamentos sobre a real intenção da viagem. Não impede a aprovação, mas exige respostas claras e coerentes durante a entrevista”, explica.
Histórico de viagens ajuda, mas não é obrigatório
Ter viajado para outros países anteriormente pode funcionar como um ponto positivo, já que demonstra histórico de retorno ao país de origem após viagens internacionais. Ainda assim, não é uma exigência obrigatória.
“Ajuda porque demonstra um padrão de viagens com retorno ao país de origem. Mas não é obrigatório, o principal continua sendo os vínculos com o Brasil”, destaca. A advogada também esclarece que negativas anteriores não impedem novas aprovações futuras.
“A negativa fica registrada, mas não impede uma nova aprovação. O importante é que a situação do solicitante tenha mudado de forma significativa desde o pedido anterior”, pontua.
Outro mito comum envolve o idioma. Para vistos de turismo, falar inglês não costuma ser decisivo, já que as entrevistas podem ser feitas em português. “Para vistos de turismo, a entrevista pode ser feita em português e o idioma não é determinante. Já em vistos de trabalho, o inglês pode ser mais relevante”, explica.
Respostas decoradas podem atrapalhar
Segundo especialistas, um dos erros mais frequentes está na tentativa de decorar respostas para a entrevista consular. “Respostas decoradas, vagas ou incoerentes podem prejudicar. O ideal é ser claro, objetivo e consistente ao explicar sua rotina e o motivo da viagem”, orienta Ingrid.
Ela também explica que, ao contrário do que muitos imaginam, os documentos físicos nem sempre são analisados pelos agentes consulares. “Na maioria dos casos, os documentos nem são analisados. A decisão costuma ser tomada com base na entrevista, e só são solicitados se houver alguma dúvida”, afirma.
No fim, segundo a especialista, o processo gira em torno de uma avaliação simples, mas decisiva: entender se aquela pessoa realmente pretende apenas viajar temporariamente e retornar ao Brasil.
“No fim, a decisão responde a uma pergunta central: essa pessoa parece alguém que vai viajar e voltar?”, resume.
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